Com crescimento fraco da economia, vendas de automóveis, motos e peças devem impulsionar varejo no 3º trimestre

Com crescimento fraco da economia, vendas de automóveis, motos e peças devem impulsionar varejo no 3º trimestre
Os impactos da Covid-19, atrelados a reabertura gradual da economia, ainda devem reverberar significativamente nas vendas do 3° trimestre de 2021. É o que aponta levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Consumo ( IBEVAR ). Dados da pesquisa de Intenção de Compra, as projeções do varejo ampliado, a partir de dados reais, indicam um crescimento de apenas 2,15%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Quando contraposto ao 2º trimestre deste ano, a expansão foi de 1,58%. Em paralelo, projeta-se que o varejo chegue até outubro com alta de 6,14% nas vendas, índice superior aos nove primeiros meses de 2020.

De acordo com a pesquisa, apenas as categorias de automóveis, motos e peças e a seção de artigos farmacológicos, médicos e ortopédicos devem apresentar alta neste terceiro trimestre de 2021 – sendo que cada dimensão deverá ter uma taxa de crescimento de 12,21% e 8,64%, respectivamente. Já outras categorias do varejo restrito, como livros, jornais, revistas e papelarias, móveis e eletrodomésticos e escritório, informática e comunicação devem apresentar as maiores quedas.

Para o economista e presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo, a economia brasileira e o mercado de bens e consumos ainda apresentam crescimento insuficiente em decorrência das perdas causadas pela Covid-19. “Mesmo que os dados da Intenção de Compra projetem uma alta de 2,15% nas vendas do varejo ampliado, este número ainda está abaixo da expectativa do mercado. O Brasil vive uma recuperação cíclica, natural depois de uma retração recorrente da crise econômica e sanitária”, afirma Felisoni.

“Mesmo que os índices sejam positivos, não podemos atrelá-los à um crescimento contínuo e de longo prazo. Nosso mercado, assim como o poder de compra dos brasileiros, foi muito afetado durante a pandemia. Perdemos poderio econômico diante de outras moedas, estamos com alta inflação em nossos produtos, além de um grande índice de desemprego. Desta forma, quando observamos os dados da pesquisa, observamos que esse aumento é de um indicador falso positivo da recuperação econômica do país”, completa o economista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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