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Corretoras de câmbio já operam dólar comercial em nível pré-pandemia

Assim como em outros setores econômicos, a pandemia impactou as corretoras de câmbio, que com a queda do turismo tiveram que diversificar suas operações e buscar soluções para driblar a crise. Segundo o Banco Central (ver tabela abaixo), o mercado de dólar comercial operado por essas instituições movimentou aproximadamente US$ 4,862 bilhões em operações primárias no primeiro semestre de 2021, valor 17% inferior ao movimentado no mesmo período de 2019 (US$ 5,799 bilhões). Porém, se comparado o segundo trimestre de 2021 com o mesmo período de 2019, a diferença é menor, apenas 9% abaixo, o que indica que a retomada já começou.

A B&T Câmbio, maior corretora de câmbio do país em volume total operado, é um exemplo de instituição que já vem apresentando resultados acima dos níveis pré-pandemia. Fechou o primeiro semestre de 2021 aumentando em 43% o volume das operações primárias de dólar comercial em comparação ao primeiro semestre de 2020 e 27% a mais do que o mesmo período de 2019. Entre janeiro e julho deste ano foram R$ 21 milhões transacionados em operações de dólar comercial.

“As restrições de viagem impostas pela Covid-19 e o fechamento de fronteiras, fizeram com que as operações com o dólar turismo reduzissem exponencialmente no país. Diante deste cenário, corretoras que tinham suas operações diversificadas começaram a investir para ganhar mercado no dólar comercial”, analisa Tulio Portella, diretor comercial da B&T Câmbio. 

Outro fator que aliviou a operação das corretoras de câmbio foi a decisão do Banco Central que possibilitou, em abril do ano passado, o aumento do limite das operações primárias, que passaram de US$100 mil para US$300 mil. “Essa medida aumentou a margem operacional e, com isso, nos esforçamos em captar novos clientes. Realizamos investimentos para reforçar nossa atuação com dólar comercial, criando, por exemplo, uma área exclusivamente dedicada a essa atividade dentro da empresa”, afirma Tulio Portella, diretor comercial da B&T Câmbio.

Além disso, Portella conta que os investimentos em digitalização, ações de marketing e uma taxa de câmbio mais competitiva que a dos grandes bancos foram fatores que colaboraram para que as operações de câmbio comercial alavancassem os negócios da B&T. Nos últimos dois anos a corretora aumentou seu market share de 9,3% para quase 13% entre seus pares.

 

Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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