Mercado de fidelização mostra retomada com indicadores do segundo trimestre

Mercado de fidelização mostra retomada com indicadores do segundo trimestre
A  Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf) acaba de divulgar seus indicadores referentes ao segundo trimestre de 2021, e os números demonstram a retomada do setor. O crescimento em pontos/milhas resgatados no período, se comparado com os primeiros três meses do ano, foi de 44,6%, chegando a 61,7 bilhões. Na comparação anual com o segundo trimestre de 2020, o aumento é ainda maior, 135%.

“Quando contrapomos esses dados ao mesmo período de 2019, vemos uma diferença pequena, somente 9,4% menor, mostrando que o setor retorna aos níveis pré-pandemia. Isso se deve à retomada de alguns setores e também ao trabalho das empresas do setor de, cada vez mais, proporcionar benefícios reais a seus clientes, fato que as torna essenciais em todos os períodos, seja de crise ou não”, explica o presidente da associação, João Pedro Paro Neto.

O total de pontos/milhas emitidos no segundo trimestre de 2021 atingiu o patamar de 70,3 bilhões, número que está 21,4% acima do registrado no primeiro trimestre. Na relação com o segundo trimestre de 2020, o crescimento é ainda maior, 67,6%. Quando se trata da comparação com o segundo trimestre de 2019, antes da pandemia, os números estão 8,4% abaixo.

Faturamento

Sobre o faturamento bruto das companhias, a Abemf verificou crescimento de 4,2% em relação aos primeiros três meses do ano, chegando a R$ 1,28 bilhão. A maior recuperação, no entanto, pode ser notada em relação ao mesmo período do ano passado, 40,1% acima.

O número de inscritos em programas de fidelidade continuou subindo. No segundo trimestre de 2021, cresceu 3,0% em relação ao primeiro trimestre e 13,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 170,4 milhões de cadastros em todo o país.

Quanto à origem dos pontos, a associação mostra que não houve mudanças significativas, a quase totalidade continua sendo proveniente do varejo, 96,7%, e as passagens aéreas são responsáveis por 3,3% desses pontos/milhas emitidos. Já o destino dos pontos/milhas resgatados continua apontando para uma retomada do setor de turismo, 55,9% deles foram destinados a passagens aéreas, número que chegou a ficar em zero no segundo tri de 2020. Os destinos internacionais mais resgatados foram Flórida – Orlando, Cacun e Miami. Entre os nacionais, ficaram no topo São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.

Opções

Esse indicador também mostra que os participantes estão conseguindo aproveitar as diferentes opções oferecidas pelo mercado de fidelidade, como pagamento de contas, recarga de celular, vale combustível, resgate de eletrônicos, móveis, entre outros. No segundo trimestre, 44,1% dos pontos/milhas foram destinados a esses produtos e serviços do Varejo, uma pequena alta se comparado aos primeiros três meses do ano (42,7%).

A taxa de breakage, que mede o percentual de pontos/milhas que os consumidores deixam expirar, caiu ligeiramente, ficando em 15,5%, ainda abaixo dos patamares pré-crise. Importante ressaltar que o percentual não é calculado em cima dos pontos/milhas emitidos no trimestre, mas sim numa média dos últimos 12 meses.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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