Produção de latas dispara na pandemia e setor projeta novo crescimento

Produção de latas dispara na pandemia e setor projeta novo crescimento
A produção de latas de alumínio disparou na pandemia em grande parte pelo aumento do consumo de bebidas em latas e as perspectivas são de novo crescimento. No ano de 2020, foram comercializadas 32 bilhões de latas no país, aumento de 7,3% segundo pesquisa da Associação Brasileira de Produtores de Latas de Alumínio (Abralatas). Os resultados de 2021 sinalizam essa aceleração, com expectativa de que sejam vendidas até o fim do ano 35 bilhões de latas no país, aumento de 10%.

O aquecimento do setor de latas de alumínio atinge toda cadeia produtiva. Líder global em tecnologia para fabricação e limpeza das latas e tampas, a Henkel renovou seu portfólio oferecendo soluções que atendam a esse aumento exponencial na produção, com menor custo e impacto ambiental.

A empresa desenvolveu operação de limpeza de latas à baixa temperatura, promovendo limpeza de resíduos à 35°C, enquanto o sistema convencional é a 60°C. O desengraxante de baixa temperatura apresenta a mesma eficiência do modelo tradicional, com maior segurança de operação, redução do consumo de água e pegada de carbono, assim como menor tempo de parada de equipamento para manutenção, atendendo as metas de sustentabilidade global de toda a cadeia produtiva.

“O consumidor se tornou muito mais adepto à utilização de latas e os números mostram que essa tendência continuará em expansão. Dentro dessa necessidade de aumentar a produção com alta qualidade, os desengraxantes de baixa temperatura são um grande diferencial para o setor, sobretudo diante do aumento da produção nacional, somada à preocupação ambiental e a necessidade de redução de custos ao cliente”, destacou Anderson José Guerrero, Gerente de Vendas do departamento Metal Packaging da Henkel Latam.

Mudanças de hábitos

Em virtude do isolamento devido a pandemia, houve um incentivo à mudança de hábito, que levou muitas pessoas a optarem por consumir bebidas em latas em vez da garrafa de vidro. Isso provocou o aumento da participação de cerveja em lata de 50% para 70% em relação à cerveja em garrafa. As latas levam vantagens sobre a garrafa devido à variedade de formatos, maior reciclabilidade, praticidade e por serem consideradas mais limpas e melhores para logística em vendas e-commerce.
O entendimento do setor de latas de alumínio é de que a preferência dos consumidores pela lata seja mantida mesmo com o avanço da vacinação no país e a diminuição do número de casos de Covid-19 no país, cuja expectativa faz com que setores da cadeia produtiva de fabricação invistam em recursos tecnológicos para o setor de latas de alumínio.

O faturamento na comercialização de latas foi de R$ 17,5 bilhões em 2020, segundo a Abralatas. No primeiro semestre de 2021, na comparação com igual período de 2020, as vendas de latas às empresas envasadoras de bebidas registraram aumento do 22,6%. O mercado brasileiro de latas se encontra em fase de grande crescimento, com duas novas plantas anunciadas em Minas Gerais. Outras três estão previstas para inauguração até 2025 pelo país.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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