KBT completa cinco anos com alta de 51% nas exportações de papel e celulose

KBT completa cinco anos com alta de 51% nas exportações de papel e celulose

Parceria entre Klabin, Brado Logística e TCP fez com que vendas externas passassem de 347 mil toneladas, em 2022, para 523,3 mil toneladas no último ano

O projeto logístico intermodal KBT — parceria entre Klabin, Brado Logística e TCP — completa cinco anos de operação. Localizado ao lado da Unidade Ortigueira da Klabin, no Paraná, o terminal tornou-se um importante elo da estratégia logística da Klabin, contribuindo para maior eficiência no escoamento da produção destinada à exportação.

Criado em 2021, o KBT é operado pela TCP, empresa responsável também pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, e conectado diretamente a Paranaguá pela ferrovia operada pela Brado Logística. O KBT consolidou uma solução logística integrada para a Klabin. Com esse modelo, os contêineres que são carregados em Ortigueira e Monte Alegre vão para o terminal e de lá são transportados por ferrovia até Paranaguá, ampliando a eficiência da operação.

A evolução dos volumes movimentados demonstra o crescimento da operação. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o KBT movimentou 89,7 mil TEUs (medida padrão equivalente a um contêiner de 20 pés) e recebeu 280 encostes de trens. Na comparação entre o primeiro ano-calendário completo do KBT e 2025, as exportações de papel e celulose cresceram 51%, passando de 347 mil toneladas, em 2022, para 523,3 mil toneladas no último ano.

Operação sob medida

Desde sua concepção, o KBT foi estruturado como uma operação sob medida, integrando diferentes etapas da logística da Klabin entre a região central e o litoral do Paraná. O modelo é viabilizado pela conexão ferroviária entre Ortigueira e Paranaguá e por uma característica única da TCP na Região Sul: o ramal ferroviário acessa diretamente a área alfandegada do Terminal Portuário, conectando o transporte sobre trilhos à operação portuária.

“Cinco anos depois, a evolução dos volumes demonstra a eficiência desse modelo. A ferrovia permite concentrar grandes volumes de carga em uma única composição, com maior previsibilidade no tempo de trânsito, segurança e competitividade de custos, além de reduzir etapas logísticas e gerar ganhos ambientais importantes para uma cadeia exportadora estratégica para o Paraná”, afirma Fabio Mattos, gerente comercial da TCP.

“O KBT consolidou um modelo logístico integrado que conecta a produção da Klabin à operação portuária de forma mais eficiente, fortalecendo nossa competitividade no mercado internacional. Esse marco reforça como a inovação e a colaboração podem gerar valor para toda a cadeia”, afirma Cláudio Himmelreich, Gerente de Operações na Klabin.

Ferrovia combina eficiência logística e redução de emissões

A presença da operação ferroviária dentro da unidade industrial da Klabin coloca a Brado em um nível de integração diferente com o cliente. A proximidade com a produção permite que a logística seja planejada em sintonia com o fluxo da fábrica, desde a saída do produto até seu encaminhamento ao terminal portuário. Essa característica também diferencia o Paraná dentro da atuação da Brado, pois é o único estado em que a companhia mantém esse tipo de configuração operacional.

“Esse tipo de operação nos desafia a olhar para a logística com uma perspectiva mais ampla. Não basta garantir a disponibilidade do trem, é preciso trabalhar com planejamento, sincronização e capacidade de resposta para que a ferrovia acompanhe uma cadeia produtiva que não pode parar. Essa proximidade também nos permite conhecer melhor o negócio do cliente e evoluir a solução junto com ele”, afirma Graciele Santos, executiva comercial da carteira de papel e proteína animal da Brado Logística.

A ferrovia também é um dos principais pilares ambientais do KBT. Ao concentrar grandes volumes em uma única composição, o modal reduz a quantidade de veículos necessários para o escoamento da produção e, consequentemente, a pressão sobre as rodovias e as emissões associadas à movimentação de carga. “Além disso, o modal por si só já possui essa característica sustentável, uma vez que emite 85% menos dióxido de carbono em comparação com o transporte rodoviário movido à diesel. Somente em 2025, a operação junto à Klabin deixou de emitir 24,1 toneladas de CO₂, essa quantidade equivale à emissão anual de 5.220 carros”, ressalta Graciele.

Os ganhos ambientais continuam quando os contêineres chegam a Paranaguá. Para atender à operação ferroviária, a área da TCP passou a contar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A mudança reduziu em aproximadamente 771 toneladas por ano as emissões de carbono associadas à operação dos três equipamentos.

Operação sob medida ganha capacidade para uma nova etapa

Em seu quinto ano de operação, a infraestrutura ferroviária em Paranaguá também ganhou maior capacidade. Resultado de investimentos realizados pela TCP e Brado Logística, a expansão aumenta a capacidade operacional do corredor ferroviário e cria condições para acompanhar o crescimento futuro da movimentação de cargas.

A ampliação recente da infraestrutura ferroviária em Paranaguá elevou em cerca de 20% a capacidade operacional do corredor logístico, preparando a operação para absorver o crescimento futuro da movimentação de cargas com mais eficiência e fluidez.
“Para uma operação integrada como a do KBT, ganhar capacidade ferroviária significa movimentar volumes maiores com menos etapas dentro do Terminal. A nova estrutura aumenta nossa eficiência e prepara o corredor para continuar atendendo ao crescimento das operações ferroviárias nos próximos anos”, explica Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP.

Aos cinco anos, o KBT inicia uma nova etapa apoiada por uma infraestrutura ampliada e preparada para atender ao crescimento das exportações da Klabin. A evolução reforça o papel da integração logística para a competitividade da cadeia de papel e celulose do Paraná.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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