Testes em softwares são necessários para diminuir bugs

Testes em softwares são necessários para diminuir bugs

No fim de agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as regras para o sexto teste de segurança das urnas eletrônicas, processo criado ainda em 2009 e que exige um exame detalhado de hardware e software da urna eletrônica. Até o fim de novembro, os investigadores terão que inspecionar os códigos-fontes dos sistemas e apontar eventuais bugs ou, numa linguagem bem popular, erros ou panes da plataforma.

Testes e qualidade de software, assunto em alta na capital do Brasil e no mundo todo, foi também o tema do recente DevTalk – evento on-line promovido pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-PR). De maneira mais detalhada, Paulo Gevaerd, da Beholder Company, e Everton Arantes, da Prime Control, apresentaram aos participantes conceitos que vêm assegurando qualidade e avanços.

“O tema [testes de software] é crítico. Afinal, é fundamental que os bugs sejam evitados e que cada vez mais os softwares apresentem qualidade e excelência, pois isso melhora a relação com os usuários, clientes e a própria rentabilidade da empresa desenvolvedora. Assim, ela evita retrabalhos e reduz a sustentação”, disse Lucas Ribeiro, presidente da Assespro-PR.

Desafio dos testadores

O teste do software é a investigação que fornece as informações sobre sua qualidade em relação ao contexto em que ele deve operar. Em um mundo cada vez mais digital e acelerado, o desafio dos testadores é entregar o programa “redondinho”, sem os tais bugs, que, na linguagem da informática, quer dizer um pouco mais que simplesmente um erro. Na literatura, um bug de software é conceituado como uma falha em um programa de computador/sistema que faz com que ele produza um resultado incorreto e se comporte de maneira não intencional. “Não existe uma solução milagrosa, embora ao longo dos anos a forma de se fazer os testes tenha mudado bastante. O grande desafio é entregar mais rápido e com qualidade”, destacou Everton. A saída, apontou Paulo, é a organização. “Se o processo de qualidade está implementado, existe uma maior chance de garantir essa qualidade”.

Na prática, é o cliente que vai perceber o bug, mesmo sem saber que se trata de um erro identificado pelos programadores. Por exemplo, sabe aqueles segundos entre o Menu e a transferência bancária do seu banco? Esse mínimo tempo é considerado uma eternidade para a programação e pode indicar uma (enorme) falha. “Na Web, esperar três segundos é normal. No aplicativo, isso é muito”, afirma Everton.

Como resolver

A tecnologia vem salvando a tecnologia. Entre outras sugestões, baseados em suas experiências, Everton e Paulo citaram dois programas simples que podem ser usados para a automação de testes, além de automação de processo robótico também. O Robot Framework, definido por Everton como “uma das melhores e mais simples ferramentas para automação”, é aberto, extensível e pode ser integrado virtualmente a qualquer outra ferramenta para criar soluções de automação. Além disso, ele tem sintaxe fácil, com recursos que podem ser estendidos por bibliotecas implementadas com Python ou Java.

Outra opção apontada é o Cypress, um novo framework de testes de código aberto e de fácil configuração, que dispensa a necessidade de baixar ferramentas e bibliotecas separadas para configurar seu conjunto de testes. Sua curva de aprendizado é bem menor e seus scripts são escritos igualmente via JavaScript. “O Cypress é outra ferramenta que vem crescendo bastante”, destacaram os profissionais no DevTalk.

Medindo o erro

As métricas têm apenas uma regra. “O número de bugs dentro de casa [da empresa de TI] precisa ser maior do que fora dela”, disse Everton. Isso quer dizer que se for para dar algum problema, que isso ocorra sem afetar a qualidade de vida dos clientes. “No caso da métrica interna, é para saber como está a qualidade dentro de casa. Na externa, preciso questionar: como está a qualidade para o meu cliente, para quem usa minha solução? É preciso comparação, ou não se tem uma base. Bugs por hora de desenvolvimento, por exemplo, por story point, bug/hora. Mas, você precisa saber se está melhorando ou piorando”, afirma.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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