Crédito livre para as famílias deverá crescer 16,8% em 2021

Crédito livre para as famílias deverá crescer 16,8% em 2021
A carteira total de crédito deve se manter em um ritmo de expansão elevado e crescer 12,3% em 2021, aponta a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas. A projeção é superior à registrada na última edição do levantamento (+11,3%), feita em agosto, e está em linha com a nova estimativa feita pelo Banco Central, que é de expansão de 12,6%.

O levantamento mostra que o destaque será a alta na carteira Pessoa Física no segmento livre, que deverá avançar de 15,6% para 16,8%, refletindo o maior consumo das famílias devido à reabertura das atividades econômicas, consolidando-se como o principal responsável pelo crescimento da carteira em 2021.

A Pesquisa Febraban é feita a cada 45 dias, logo após a divulgação da Ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O atual levantamento, realizado entre os dias 29 de setembro a 05 de outubro, reuniu as percepções de 16 bancos sobre a última Ata do Copom e as projeções para o desempenho das carteiras de crédito para o ano corrente e o próximo.

“Mais uma vez, os resultados revelam que a carteira destinada às famílias deverá ser o destaque deste ano, beneficiada pela reabertura da economia, a flexibilização das medidas restritivas e o avanço da vacinação, o que favorece especialmente as linhas ligadas ao consumo. O crédito pessoal deverá crescer 17,2%, enquanto a linha de aquisição de veículos tem alta estimada de 11,3%”, afirma Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban.

De acordo com ele, na carteira com recursos direcionados, a projeção passou de 7,5% para 8,0%, possivelmente refletindo a nova rodada do Pronampe e a demanda ainda aquecida por créditos imobiliário e rural.

Já as projeções de crescimento para a carteira total de crédito para 2022 mostraram estimativa de um ligeiro recuo, para 7,4% (na pesquisa anterior a alta esperada era de 7,8%). A revisão baixista ocorreu tanto na carteira com recursos livres (+9,1% ante +9,8%) quanto na carteira direcionada (+4,2% ante +4,5%). “Para o próximo ano, a pesquisa detectou que o cenário para o mercado de crédito se mostrará mais desafiador, diante do aumento da Selic e das perspectivas mais modestas de crescimento, além da própria base de comparação mais elevada”, afirma Sardenberg.

Outro sinal positivo captado pela Pesquisa foi a melhora das projeções de inadimplência da carteira livre, tanto para este ano quanto para 2022. Para 2021, a nova projeção recuou 0,2 ponto percentual ante a pesquisa anterior, de 3,4% para 3,2%, enquanto a taxa esperada para 2022 caiu 0,1 ponto percentual, de 3,6% para 3,5%. Em ambos os casos, as projeções seguem abaixo do patamar pré-pandemia, sugerindo um cenário sob controle, embora o tema siga como ponto de atenção.

Selic

De acordo com a Pesquisa Febraban de Economia Bancária e Expectativas, a maioria dos entrevistados (60%) entendeu como adequada a elevação de 1,0 ponto percentual da Selic na reunião de setembro, assim como o tom do comunicado feito pelo Comitê, suficiente para a convergência da meta da inflação em 2022. Entretanto, 20% entenderam que o ajuste foi insuficiente e que o ritmo de elevação da Selic deveria ser mais célere.

A maioria dos entrevistados (66,7%) espera que a Selic fique entre 8,5% e 9% ao ano no final do atual ciclo de ajuste, enquanto outros 26,7% esperam uma taxa ainda maior, de 9,25% ao ano ou mais. A média das projeções para a Selic no final do atual ciclo está em 9% ao ano, com elevações de 1,0 ponto percentual nas reuniões de outubro e dezembro, e um ajuste final de 0,75 pp em fevereiro.

Inflação

Já em relação à inflação, a maioria dos participantes (60%) entende que as projeções para 2022 estão bem calibradas (em torno de 4,12%), com incertezas e inércia limitando o recuo para o centro da meta. Para 20%, o viés segue de alta e a resposta do Banco Central ( elevação da Selic) deveria ser mais dura do que a atual.

PIB

Em relação ao crescimento esperado para o próximo ano, 60% dos participantes enxergam um viés de baixa nas projeções atuais (de expansão próxima a 1,6%), enquanto os demais (40%) entendem que as projeções estão bem calibradas. Nenhum participante vê viés de alta

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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