Unir viagens de trabalho e lazer em uma única experiência de qualidade é tendência crescente

Unir viagens de trabalho e lazer em uma única experiência de qualidade é tendência crescente

A digitalização do mercado imobiliário é um caminho sem volta e o nomadismo digital se tornou ainda mais presente desde o início da pandemia, em 2020, impulsionado pela necessidade de adaptação do mercado de trabalho. Pensando nessa tendência, a Casai – startup latino-americana de hospedagem inteligente – realizou na última quarta-feira (29/9) um webinar para a indústria de hospitalidade com o tema “A digitalização do mercado imobiliário e a crescente tendência do nomadismo digital”.

Com mediação de Mariana Fonseca, coapresentadora e coeditora do Do Zero Ao Topo, a marca de empreendedorismo, gestão e inovação do InfoMoney, o evento online contou com a participação de Luiz Eduardo Mazetto, diretor geral da Casai no Brasil, Diana Quintas, Sócia da Fragomen no Brasil, multinacional especializada em imigração, e diretora Vice-Presidente da Abemmi (Associação Brasileira de Especialistas em Migração e Mobilidade Internacional), e Bel Pesce, empreendedora, best-seller, nômade e hóspede da Casai.

Pandemia acelerou tendência que já vinha se expandindo

Para Mazetto, o nomadismo digital é a evolução de uma tendência anterior, uma mudança comportamental que já existia no mercado, o chamado bleisure (business + leisure). “Quando a gente olha para trás, todo o produto e a proposta de valor da Casai foi concebida focando nessa tendência que já existia no mercado de hospitalidade, que são os viajantes que misturam elementos de negócios e lazer em uma mesma viagem. Com a digitalização do trabalho remoto a linha entre viajar e morar se tornou mais tênue e, quando a gente une negócios e lazer com a possibilidade de fazer uma viagem de dois ou três meses, a gente nota uma aceleração da tendência que chamamos de nomadismo digital”, conta.

Ainda de acordo com Mazetto, a digitalização do mercado imobiliário vai além de trazer dispositivos tecnológicos para dentro dos imóveis e está presente até mesmo nos elementos físicos. “No fim do dia, o nômade digital busca estar conectado a todo momento, ao mesmo tempo que quer o conforto da estadia de médio e longo prazo. Percebemos que a Casai consegue trazer essa proposta tecnológica para servir às duas frentes. Existe toda uma consistência da estadia, os apartamentos exclusivos contam com alto padrão de limpeza, kit de amenidades, cozinha equipada entre outros. Por mais que sejam elementos físicos e não digitais, a entrega dessa experiência com qualidade e consistência é feita através de ferramentas tecnológicas para conseguir entregar conforto durante esse período. Precisamos de tecnologia e sistemas internos para entregar tudo isso de forma eficiente e escalável”

América Latina se destaca em Nomadismo Digital

O conceito de nômades digitais teve início com pessoas que não tinham uma raiz no trabalho e hoje em dia cada vez mais profissionais de diferentes cargos, setores e níveis têm viajado e trabalhado de forma remota. No entanto, conforme Diana pontua, as adequações da legislação nos países também precisam atender a essa demanda.

“Se estamos falando de um turismo estendido, são viajantes que passam a usufruir de serviços que um turista tradicional não usufruiria, como academia, salão de beleza e escola de idiomas, serviços que são abraçados por pessoas que precisam de mais tempo em determinado local. Hoje em dia temos cerca de 35 milhões de nômades digitais no mundo e 38% ganham mais de R$34 mil por mês, eles chegam a gastar bilhões de dólares por ano. Ou seja, o nomadismo digital é um conceito que mudou muito ao longo dos anos e não tem como a legislação dos países não se adaptarem”, pontua.

De acordo com a executiva, diversos países vêm criando categorias de visto de nômades digitais que consistem, basicamente, em um visto de turista com prazo estendido e a obrigatoriedade de trabalhar para um empregador de fora para que não comprometa o mercado local. O primeiro país a criar um programa para os nômades foi a Estônia, em 2019. Com a aceleração do trabalho remoto e a tendência de pessoas que cruzaram a fronteira e não conseguiram voltar, outros 20 países se adequaram, sendo que 10 estão localizados na América Latina.

“O mercado imobiliário é eficiente, mas as autoridades ainda têm dificuldade de legislar na mesma velocidade. A América do Sul, por exemplo, ainda não tem nenhum país com um programa próprio para os nômades digitais. Portanto, é preciso se atentar ao local escolhido para viajar e saber se o nomadismo é regulamentado para evitar multas ou até mesmo deportações”, explica Diana.

Experiências e aprendizados do nomadismo digital

De acordo com Bel Pesce – hóspede recorrente da Casai, os nômades buscam não apenas uma estrutura básica que funcione para a realidade mais conectada dos viajantes, mas também experiências inusitadas. “Eu vivo esse estilo de vida há quase 10 anos e defino o nomadismo como uma vontade visceral de aproveitar o máximo possível de diferentes lugares. Não se trata apenas de poder trabalhar de qualquer lugar, mas de explorar tudo o que cada região tem para oferecer. Acredito que tenha a ver com as conexões verdadeiras e com o significado que eu encontrei, tanto com as pessoas quanto com a cultura local”, conta.

Para Isabel, a possibilidade de personalização da experiência e a flexibilidade de poder receber amigos, cozinhar, fazer reuniões e poder viver de forma fluida é um grande diferencial para esse público.

“O que mais me encanta como nômade é a união da fluidez ao inusitado. E a Casai consegue trazer esses detalhes que aguçam os sentidos, trazendo desde uma curadoria de marcas locais, kit de escova e pasta de dente sustentável, cervejas artesanais na geladeira até o design arrojado e a sofisticação com toque local. Eu já vivi inúmeras experiências em mais de 60 países e é bem bacana ser surpreendida na cidade onde eu nasci com pequenos detalhes que me fazem mais feliz.”

Principais tendências para o mercado imobiliário e o nomadismo digital

Com uma visão mais ampla do cenário atual, Mazetto pontua duas tendências voltadas para as necessidades dos nômades que o mercado imobiliário e de hospedagens devem investir daqui pra frente. “Quando pensamos em nomadismo digital, os primeiros destinos que nos vem à cabeça são praias, ilhas e cidades afastadas, porém, recentemente a tendência de destinos menos turísticos e mais urbanos tem crescido dentre esse público.”

Além disso, outra tendência é o senso de pertencimento local, ou seja, os nômades buscam cada vez mais se conectar às culturas, costumes e experiências da comunidade daquela região onde eles estão inseridos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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