Crescimento da produção de caminhões e dos agronegócios aquecem locação de veículos pesados

Crescimento da produção de caminhões e dos agronegócios  aquecem locação de veículos pesados

Locação é saída para reduzir custos das operações e driblar falta de componentes na indústria automotiva

O aumento da produção de caminhões e o crescimento dos agronegócios estão gerando impactos positivos no segmento de veículos pesados, segundo a Ouro Verde, uma das maiores empresas do segmento.

A produção de caminhões dobrou no país de janeiro a setembro deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando 58,1 mil unidades, conforme dados da Anfavea. Já o PIB do agronegócio cresceu quase 10% no primeiro semestre deste ano, comparado com os primeiros seis de 2020, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“Neste contexto, vimos a demanda por caminhões e equipamentos agrícolas aumentar 34,5% nos primeiros nove meses deste ano, na comparação com o mesmo período de 2020. Inclusive, dobramos a nossa equipe de consultores comerciais devido à alta demanda”, afirma Marluz Cariani, head comercial da área de Pesados da Ouro Verde.

O segmento de veículos pesados é uma das principais frentes de negócios da companhia, com frota formada por caminhões, equipamentos e maquinários para os segmentos de agronegócio, saneamento, infraestrutura, construção civil, industrial, florestal, mineração, portos, entre outros, com atuação nacional e contratos que variam entre três e sete anos.

“São segmentos que necessitam de veículos bem específicos e equipamentos de ponta e também requerem expertise para manejá-los. Por isso, desenvolvemos uma plataforma full service, oferecendo locação, manutenção e operação de automóveis, caminhões, equipamentos agrícolas e de construção ao mercado”, explica o executivo. Com mais de 48 anos no mercado, a Ouro Verde é pioneira na gestão de frotas no segmento de cana-de-açúcar, que atende há mais 30 anos.

Frota maior para agilizar as entregas

Com a falta de componentes afetando o mercado automotivo, a Ouro Verde tem investido de forma significativa na ampliação de frota para atender mais rapidamente os clientes. No terceiro trimestre deste ano, a frota total cresceu 44% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 31.142 veículos, após recorde histórico no volume de investimento em um mesmo ano, com R﹩ 1,138 bilhão em recursos aplicados nos nove primeiros meses de 2021. Deste total, 8.670 unidades são do segmento de pesados.

“Aliás, nos primeiros nove meses deste ano, a companhia realizou o maior volume de investimentos da nossa história. Já superamos em 64% todo o valor aplicado em 2020 e, quando comparamos com os primeiros nove meses do ano passado, o crescimento foi de 132,9%. Além dos veículos atualmente disponíveis para locação, já estamos negociando as novas unidades para 2022. O segmento de pesados requer antecipação”, ressalta Marluz Cariani.

A terceirização, gestão de frotas e de mão-de-obra especializada para o manuseio de maquinários e equipamentos da Ouro Verde gerou receita líquida de serviços de R﹩ 468 milhões nos primeiros nove meses de 2021 – um crescimento de 18,6% no comparativo direto com o mesmo período do ano anterior.

Na avaliação do terceiro trimestre de 2021, a divisão de máquinas e equipamentos pesados registrou receita líquida de R﹩ 144,7 milhões, crescimento 13,1% em relação ao 3T20, impulsionado pela ampliação da receita líquida de serviços do segmento em 13,4% e pelo aumento de 12,4% na receita gerada com a venda de ativos.

Em setembro, a companhia recebeu um aporte de aproximadamente US﹩ 40 milhões da sua controladora Brookfield, para suportar a expansão dos negócios no mercado nacional. A gestora considera incrementar essa rodada de investimento com mais US﹩ 60 milhões, a serem destinados no momento oportuno.

“Seguimos preparados para contribuir com a expansão do transporte rodoviário e a produção agropecuária no próximo ano”, diz o executivo.

Quem pode terceirizar?

Empresas de logística, indústrias, transportadoras, grandes embarcadores e até trabalhadores autônomos ligados a diversas atividades, em especial as agrícolas, farmacêuticas, varejo e e-commerce estão entre os públicos que podem ser beneficiados pela modalidade.

Além da agilidade no processo, há uma série de benefícios gerados pela terceirização de frotas de caminhões para o transporte rodoviário de cargas, que cavalos mecânicos, ¾, toco e truck, todos equipados com implementos de acordo com a necessidade do cliente.

Uma das vantagens da terceirização de ativos é a possibilidade de contratar serviços adicionais de manutenção corretiva e preventiva, e até mesmo a gestão da frota, em que um especialista faz toda a seleção, contratação e o treinamento dos operadores desses ativos.

“Um dos diferenciais da Ouro Verde é o desenvolvimento de soluções customizadas para atender clientes de diversos segmentos, oferecendo além da locação de veículos, serviços de manutenção corretiva e preventiva, para que a frota esteja sob cuidados constantes. Isso é possível por conta de uma rede de manutenção com abrangência nacional, atendendo frotas em rodovias de todo o país”, destaca Cariani.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *