Black Friday 2021 foi quase 50% mais popular do que há um ano

Black Friday 2021 foi quase 50% mais popular do que há um ano

Cerveja, fritadeira elétrica, vinho e bolsas foram os objetos que mais cresceram nas buscas

Com grande parte da população adulta vacinada e melhora na situação de saúde, a Black Friday 2021 foi um motor para a reativação do consumo. Em comparação com as ações nas redes sociais, a edição recente teve 48% mais popularidade do que há um ano: 2,2 milhões de compartilhamentos, contra 1,5 milhão no ano passado. É o que aponta lavantamento da Comscore feito para a data.

O interesse do público foi focado principalmente em móveis e equipamentos de casa; farmácia e varejo; produtos eletrônicos; e roupas ou produtos e acessórios. Os anunciantes também disputaram visibilidade nas plataformas digitais e o pódio foi integrado pelas Lojas Americanas, Casas Bahia e Magazine Luiza.

Além das categorias, as palavras que mais aumentaram suas menções em relação ao dia anterior (25 de novembro de 2021) foram cerveja (+631%), fritadeira elétrica (+468%), vinho (+362%), bolsas (+269%), livros/Kindle (+258%), televisão/Smart TV (+192%) e passagens aéreas (+166%).

O pico de menções sobre a Black Friday foi entre 10h da manhã e 13h, com uma média de 6 mil menções por hora. A conversa teve paridade entre gêneros: metade eram mulheres e os 50% restantes, homens. O desempenho da Black Friday é explicado pelo crescimento das compras online nos últimos tempos e hoje um em cada dois brasileiros considera que isso facilita suas vidas.

O Instagram reuniu 82% das ações nas redes sociais, ampliando a diferença de 2020 em relação ao Facebook e Twitter, que este ano tiveram 15% e 3%, respectivamente. Nesta última rede os usuários deixaram claro seu interesse pelo preço e as hashtags mais populares foram: #promoção, #oferta, #desconto, #cupom, #cupomdedesconto, #cupons e #blackfridaypromo.

Também houve espaço para humor. “Se alguém vir terapia na Black Friday, me avisa?”, escreveu Miá Mello, uma das publicações mais populares. Outro usuário tuitou: “Eu odeio tanto ser pobre, meu Deus. Pq não importa se é Black Friday ou se o produto está pela metade do preço quando você NÃO TEM DINHEIRO!”, acumulando milhares de retweets.

Como já havia acontecido em 2020, palavras como “terapia” e “natal” fizeram parte da conversa digital. Novas tendências, como emojis em clipes, marcaram a nova era de compartilhamento de links diretos em redes sociais, além de um aumento na leitura, surgindo com o Kindle Unlimited como destaque. O termo que teve uma queda considerável foi #BlackFraude, considerando o volume de menções durante 2019 (15.324) e 2020 (14.893), diminuindo 53% este ano (6955).

Outra tendência crescente foram as “lives“. Americanas, Submarino e PetLove foram os mais bem sucedidos no assunto, especialmente no Instagram. Enquanto PetLove, Cupons com o iPhone em ofertas e Yudi foram os que mais visualizam no YouTube.

As marcas devem gerenciar sua presença digital porque as redes sociais hoje podem definir se um usuário compra ou não. Mais de 20% das pessoas são influenciadas por comentários online e indicações de outros, portanto, em dias como a Black Friday você pode ganhar ou perder muitos clientes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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