Em vez de celeiro, Brasil pode tornar-se o supermercado do mundo

Em vez de celeiro, Brasil pode tornar-se o supermercado do mundo

Como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos halal, tem plenas condições de fazer a transição de produtor de itens in natura para comidas prontas para o consumo

A sofisticação do mercado brasileiro de agronegócios credenciou o Brasil a ser considerado o celeiro do planeta, tamanha a capacidade de suprir sua demanda interna de alimentos e a de numerosos países. Mas, Grazielle Parenti, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia) e vice-presidente global de Relações Institucionais, Reputação e Sustentabilidade da BRF, acredita que chegou a hora de o Brasil tornar-se o supermercado do mundo.

“O Brasil tem condições de continuar a fornecer alimentos de forma sustentável e com maior valor agregado, desenvolvendo produtos que ofereçam maior praticidade de consumo, diversidade de sabores e novas tecnologias de proteínas alternativas, como carnes cultivadas, já em elaboração pela BRF”, analisou Grazielle em sua apresentação no painel “O futuro do mercado global de alimentos halal”, durante o Global Halal Brazil Business Forum, evento promovido em São Paulo pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB) e a Fambras Halal, empresa pioneira em certificações halal no Brasil.

Tomás Guerrero, gerente do Halal Trade & Marketing Centre (HTMC), reforçou a opinião da executiva da Abia e da BRF, ao explicar que o Brasil já se consolidou como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos halal e tem plenas condições de fazer a transição de produtor de itens in natura para comidas prontas para o consumo.

Guerrero enumerou algumas razões para aduzir sua afirmação. A principal delas é que a população árabe-muçulmana está em franco crescimento e é constituída sobretudo por jovens que não cozinham e por mulheres que trabalham fora de casa. Em ambos os casos, trata-se de consumidores com mais poder aquisitivo e menos tempo para preparar seu alimento, os quais buscam a praticidade de pratos prontos para consumo referida por Grazielle Parenti, respeitados os preceitos halal.

Luís Rua, diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), acrescentou ao debate um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) segundo o qual cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem com problemas de segurança alimentar atualmente e esse número deve dobrar até 2019. “Uma parte considerável desse contingente estará localizada nos países árabes e islâmicos”, afirmou Rua. “E o Brasil tem plenas condições de contribuir para suprir essa demanda.”

Para Antônio Jorge Camardelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), também é preciso estimular uma uniformidade dos países signatários da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC, na sigla em inglês) para que haja mais tranquilidade entre importador e exportador. Ele defende que se acentuem as sinergias entre entes públicos e privados, a fim de facilitar consensos em discussões técnicas. Atualmente, o Brasil produz 10,32 milhões de toneladas de carne bovina por ano, dos quais 26,07% negociados para dezenas de países em todo o mundo, seguindo os mais rigorosos padrões de qualidade, como o halal.

O painel foi moderado por Fernanda Baltazar, gerente de Relações Internacionais da CCAB, e Delduque Martins, secretário geral da Academia Halal do Brasil e diretor de Desenvolvimento de Projetos e Relações Institucionais da Fambras Halal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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