Copa do Mundo impulsiona vendas no varejo

Copa do Mundo impulsiona vendas no varejo

Setores de eletrônicos, supermercados, bebidas, moda e pet devem registrar aumento de demanda durante evento esportivo

Historicamente, grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo impulsionam segmentos tradicionalmente ligados ao consumo sazonal. Entre eles, ganham destaque alguns setores como bebidas, supermercados, moda, eletrônicos, entre outros. Afinal, estamos falando de uma paixão nacional que é usada como impulsionador para a realização de reuniões de amigos e famílias: o futebol.

E é neste período que antecede o maior evento esportivo do mundo, que muitas pessoas começam a questionar a necessidade de trocar de televisor por um maior e mais moderno, de abastecer o frigobar e a geladeira para os churrascos, usar acessórios e roupas que reforcem a torcida e até investir em fantasias e acessórios para os pets. Segundo dados da consultoria NielsenIQ, por exemplo, há uma projeção de crescimento de 15% a 20% na quantidade de televisores.

Além disso, a Copa do Mundo deste ano, chega em um momento único e especial do calendário brasileiro: junho e julho são meses que marcam o inverno, associados às festas juninas e à proximidade das férias escolares. Três fatores que somados ao clima previsto de El Nino (que tende a trazer mais frio e chuva), criam uma atmosfera perfeita para maior permanência dentro dos lares, o que potencializa, ainda mais, a elevação do consumo destas categorias.

Eficiência financeira

Mas, junto ao crescimento nas vendas de todos estes segmentos, surge também um desafio importante para as empresas: garantir eficiência financeira, previsibilidade de caixa e capacidade operacional para sustentar o aumento da demanda. É aí que o time financeiro precisa de apoio para entrar em campo realmente respaldado com a garantia de assertividade, acuracidade e capacidade da tomada de decisões certeiras.

De acordo com Bruno Salles, CPTO da Accesstage – empresa especializada em tecnologia para gestão financeira e Open Finance, são estes momentos de forte aquecimento do varejo que exigem muito mais do que capacidade do time de vendas.

“Estes períodos geram aumento expressivo nas operações financeiras das empresas, com a elevação do número de pagamentos, recebimentos, antecipações, relacionamento com fornecedores e movimentações de caixa. Sem uma gestão financeira estruturada, o crescimento pode gerar desorganização operacional e pressão sobre o capital de giro”, explica Salles.

Neste cenário, os setores mais impactados pela sazonalidade costumam enfrentar aumento simultâneo de pedidos, necessidade de reposição acelerada de estoque e maior pressão sobre fornecedores e fluxo de caixa. E é aí que soluções de tesouraria online, automação financeira e integração bancária ganham protagonismo ao permitir maior controle operacional e decisões financeiras mais rápidas.

“Hoje, o que difere uma empresa que sabe aproveitar a oportunidade não está apenas na venda. Está também na capacidade de operar financeiramente com eficiência em períodos de alta demanda e sabe, exatamente, o quanto tem de recurso financeiro em cada uma das suas contas, realocando para melhores investimentos.”, destaca Bruno Salles.

Digitalização financeira

Para o CPTO, as empresas vêm acelerando investimentos em digitalização financeira com o objetivo de ganhar escala sem expandir proporcionalmente suas estruturas administrativas.

“A transformação do modo operacional tradicional para uma tesouraria corporativa online vem permitindo uma visão consolidade de caixa em tempo real; a automação de pagamentos e conciliações; a redução de processos manuais; uma maior previsibilidade financeira e o fortalecimento da gestão de capital de giro, permitindo também compras mais inteligentes de fornecedores para manter um estoque saudável até o final da alta demanda.”, comenta Salles.

Além disso, o avanço do Open Finance e da inteligência artificial começa a ampliar ainda mais a capacidade de análise e antecipação financeira das empresas. “O varejo já se digitalizou na experiência de consumo. Agora, a grande transformação acontece na infraestrutura financeira que sustenta esse crescimento”, completa.

Com mais de 25 anos de atuação e forte expertise, a Accesstage acompanha a evolução da gestão financeira corporativa no Brasil, apoiando empresas na automação de processos financeiros, integração bancária e tomada de decisões baseadas em dados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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