Inovação em investimentos traz um novo momento para o mercado de capitais

Inovação em investimentos traz um novo momento para o mercado de capitais

Uso de soluções tech-based tem moldado à administração de fundos

O mercado de capitais é um setor que está em constante crescimento, sendo bastante visado e trazendo, cada vez mais, novas possibilidades aos investidores. Contudo, por se tratar de um tema complexo, é natural que surjam dúvidas sobre a quem recorrer e o papel de cada um no ecossistema. Dentre esse universo de possibilidades, surge um nome pouco conhecido ao público geral, mas de suma importância: as administradoras ou agentes fiduciários. Resumidamente, esses agentes – podendo ser instituições financeiras – são responsáveis por proteger os direitos dos investidores de fundos de investimentos.

“Essas instituições têm um papel crucial no que tange aos interesses e direitos daqueles que passam a investir em cotas de algum fundo, como os imobiliários, por exemplo. São eles que vão estabelecer as regras de funcionamento, entender os riscos, a tese, o seu objetivo e a política de investimentos, fazendo o meio de campo entre o cotista e o seu investimento”, explica Daniel Gava, CEO e fundador da Rooftop, proptech que oferece gestão inteligente de transações imobiliárias ao conectar imóveis em situações especiais a potenciais compradores e investidores.

Os serviços digitais de facilitação de transações imobiliárias se disseminaram na última década a partir da substituição dos modelos de negócios globais baseados na tradicional relação de proprietário-locador. No novo cenário, avança a ocupação via empresas permeadas pelo mercado de capitais. Quando trazemos esse contexto de conexão do mercado de capitais para a realidade dos investimentos em imóveis, graças às novas tendências e ao crescimento de recursos tecnológicos, é possível identificar uma transformação na atuação desses agentes no novo circuito de produção imobiliária.

“Até alguns anos atrás, era muito comum ver grandes investimentos sendo realizados por fundos em shoppings centers, galpões logísticos, plantas industriais, hotéis e lajes corporativas, como a Faria Lima, na capital paulista, onde o ritmo de transações não passavam de uma dezena durante todo o ciclo de investimento do fundo. Contudo, com a chegada das proptechs, de olho em atrair um público mais jovem e conectado, o setor imobiliário passou a apostar mais em modelos de moradias coletivas e individuais, principalmente as compactas, trazendo grande impulso para o mercado residencial e tendo o mercado de capitais como seu propulsor”, afirma Gava.

Se antes as administradoras de fundos estavam acostumadas com transações imobiliárias de ritmo menos acelerado, que envolviam tickets milionários, os novos modelos de negócios trouxeram a necessidade para que ganhem fôlego para despacharem um volume cada vez mais veloz, disponibilizando de forma remota atas de aprovação, escrituras, procurações e assinaturas de atos por videoconferência; a materialização e a desmaterialização de autenticações em diferentes cartórios – conferindo agilidade ao envio do documento certificado para pessoas ou órgãos -, além de verificar de forma segura a autenticidade do arquivo digital, com a facilidade de trabalhar com um documento eletrônico, mas com a mesma segurança jurídica do meio físico.

Com as transações imobiliárias mais recorrentes, houve significativo aumento no volume transacional realizado pelos fundos. Se antes podíamos afirmar que são dez no ciclo, nessa nova lógica passaram a ser dez por semana. Assim, as administradoras têm investido fortemente em tecnologia, construindo sistemas de back office próprio que integram aos de consultorias e gestoras de fundos por meio de API´s, para ganhar agilidade no processo de compra, locação e venda de ativos imobiliários.

É o caso dos imóveis residenciais multi-family ou single family homes, que são mais líquidos para o investidor de bens tangíveis e garantem maior penetrabilidade no mercado da moradia descomplicada oferecida por meio de plataformas digitais.

Parceria Rooftop e Vórtx

Um bom exemplo de player que opera neste movimento é a Vórtx, fintech especializada em infraestrutura do mercado de capitais, que oferece soluções de tecnologia para viabilizar todo o back office para um fundo que já nasce com essa estrutura digital..

A Rooftop acaba de registrar uma nova oferta e escolheu a Vórtx para administrar os ativos do seu novo fundo imobiliário. A escolha está alinhada com as duas linhas de negócios da startup, que atua no segmento de distressed assets e possui um o programa “Rooftop InCasa”, que ajuda pessoas em dificuldade financeira a manterem suas casas.

“O programa InCasa endereça um problema de proprietários de imóveis residenciais em escala, com ritmo transacional altíssimo. A Vórtx já é a administradora do nosso primeiro fundo, que transacionou cerca de R$ 80 milhões no primeiro semestre e, em julho passado, teve o encerramento da primeira oferta de cotas. O atendimento, proximidade da relação e performance da operação da Vórtx dão todo o sentido à continuidade da nossa parceria”, ressalta o CEO da Rooftop.

Juliano Cornacchia, CEO e cofundador da Vórtx, destaca: “Estamos animados em expandir nossa parceria com a Rooftop para administração de um novo fundo. Com o apoio das soluções de tecnologia da Vórtx para a digitalização de toda a parte de back office, a Rooftop terá um ganho imenso de qualidade e eficiência de serviço e poderá se concentrar em atender às necessidades de seus clientes e escalar seu negócio”.

Outro benefício de ter a Vórtx como administradora desse novo fundo está baseado no fato da Vórtx ser uma plataforma totalmente independente, ou seja, não vinculada a instituições ou outros tipos de serviços que possam concorrer com as atividades da Roooftop, sem atuação direta na distribuição, estruturação e gestão de produtos, garantindo a independência e segurança dos trabalhos que são realizados pela Rooftop aos seus clientes.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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