Mercado de startups no Sul do Brasil continua aquecido mesmo após a pandemia

Mercado de startups no Sul do Brasil continua aquecido mesmo após a pandemia

Região é apontada como os melhores ecossistemas para empresas da base tecnológica

As restrições da pandemia, apesar de ter afetado muitos negócios, não freou o mercado de Startups no Brasil em 2021, que continuou crescendo.

De acordo com a Associação Brasileira de Startups, de 2015 até 2019, o número saltou de uma média de 4.100 para 12.700 startups criadas, representando um aumento de 207%. Hoje, o país tem 14.065 startups distribuídas em 78 comunidades e 710 cidades brasileiras.

Em um ranking realizado pela StartupBlink, São Paulo surge no topo como melhor local para startups. Mas entre as dez primeiras colocadas estão Curitiba, na segunda posição, Porto Alegre, na quinta, Florianópolis em sexto e Joinville, na nona posição do ranking.

Ainda segundo dados levantados pela Abstartups, enquanto Curitiba tem a maioria de startups no segmento de Saúde e Bem-Estar (19%) e Educação (11%), Porto Alegre tem também a maioria de empresas emergentes na área de Saúde e Bem-Estar (20%), seguido de Comunicação e Marketing (17%). Florianópolis tem a maioria de startups no segmento de Educação (26%) e Finanças (12%), enquanto Joinville tem mais empresas do gênero na área de Finanças (24%) e Desenvolvimento de Software (16%).

Em relação ao impacto da pandemia, de todas as startups na região Sul, 52% delas relataram mudanças na aquisição de clientes e vendas, 16% mudanças no faturamento e 14% dos custos operacionais.

A maioria (37%) não tiveram mudanças no faturamento, enquanto 12% das empresas relataram aumento de 50% ou mais, 12% tiveram 30% de aumento e pelo menos 11% informaram ter uma redução de 30% no faturamento.

Em relação ao mercado de atuação em âmbito nacional, 9% das Startups brasileiras são voltadas para a Educação, 7% direcionada para outros serviços, 6% para finanças e 5% para Saúde e Bem Estar. Sendo que 47% das startups brasileiras tem como público alvo B2B, ou seja, negócios para negócios; 29% para B2B2C (negócios para negócios e consumidores) e 19% B2C, negócios para o consumidor.

Já em modelo de negócio, 41% das empresas são SaaS (Software como Serviço), seguido de 19% delas oferecidas como Marketplace.

As redes sociais e o mundo conectado de hoje permitem que qualquer pessoa possa iniciar o seu negócio em poucos passos. E uma das vantagens é poder criar a conexão com os clientes em ambientes virtuais, como no caso de aplicativos.

“Negócios em ambiente virtual são conduzidos em um ambiente com alcance nacional e até mesmo internacional, não limitados à geografia de um endereço específico. São, dessa forma, capazes de atingir escala com investimentos direcionados à marketing digital, não requerendo investimentos como aluguéis e adequações de espaços físicos. Essa característica dos negócios virtuais permite que entrantes em quaisquer indústrias, munidos de uma estratégia digital adequada, consiga competitividade com players maiores em igualdade de condições, disputando tráfego para seus negócios através da geração inteligente de conteúdo e outras estratégias empregadas para atração de cliques. A eMutua oferece uma plataforma apta à entrada nesse ambiente, com um modelo de contratação onde praticamente não existe investimento financeiro antes de se obter resultado, acompanhando o sucesso de nossos clientes”, afirma Giuliano Carioca, 41, diretor de Operação na eMutua Digital, startup que oferece consultoria, gestão e plataforma para migração de comércios físicos para o ambiente digital.

Hélio Moreira, 44, CMO da eMutua Digital, complementa: “Acreditamos que o mundo virtual possa ser complementar ao mundo físico. Levamos em nosso DNA o conceito de “high-tech” aliado ao conceito de “high-touch”. De nada vale um website ultramoderno (high tech) mas que não passa confiança, credibilidade e proximidade junto ao usuário (high touch). Quando construímos nossas plataformas pensamos em todo o momento como o cliente final.”

Segundo pesquisa recente da Nielsen, 54% dos jovens da Geração Z querem começar seus próprios negócios.

O maior número de Startups no mundo está nos Estados Unidos. E é lá que estão 50% dos unicórnios – termo referente a empresas que atingem um valor superior a US$ 1 bilhão.

O Brasil segue em 20º lugar no ranking de Startups, e isso significa um grande avanço no mercado nacional.

Rafael Macari, CEO da Refriplay, startup que oferece soluções para técnicos, consumidores e marcas do mercado de refrigeração, explica sobre o sucesso do negócio ao levar sua empresa para o ambiente digital: “A Startup foi uma extensão do meu negócio atual (indústria e manufatura). Eu queria conhecer mais de perto o meu consumidor final, entender seu comportamento de compra. Porém o sucesso no lançamento foi tão grande que o negócio foi pivotado, saindo de uma grande rede social de técnicos brasileiros para se tornar maior solução em controles para técnicos, empresas e fabricantes de ar condicionado da América Latina.”

De acordo com ele, as principais vantagens de uma Startup incluem o baixo custo fixo, alta lucratividade e, principalmente, potencial de escalar o negócio a níveis muitas vezes não planejados.

Ainda segundo a Abstartups, 50% Das startups no Brasil sentiram o maior impacto na venda e aquisição de clientes pelo Covid-19. Mesmo assim, o modelo de negócio serviu como solução para muitos empresários no país durante a fase da pandemia.

“O crescimento foi grande no primeiro e segundo ano, porém foi na pandemia que crescemos mais de 300% ultrapassando a marca de 80.000 usuários , entre técnicos e empresas”, complementa Rafael Macari, da Refriplay.

Para ressaltar a importância ao mercado, também entrou em vigor no país o Marco Legal das Startups e do empreendedorismo inovador, em junho de 2021. Lei que busca criar um ambiente regulatório favorável para as empresas inovadoras.

As startups também têm um papel importante na implementação de políticas públicas, e isso nas mais variadas áreas, como saúde, educação, moradia e tecnologia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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