Portabilidade bancária: Proteste explica como transferir o crédito

Portabilidade bancária: Proteste explica como transferir o crédito

Há diversas questões financeiras que fazem parte do dia a dia da população, como é o caso do empréstimo e do cartão de crédito, por exemplo. Mas algo que nem todos têm conhecimento é sobre a portabilidade bancária. Você sabia que esse é um direito garantido ao cliente?

O consumidor tem o direito de realizar a portabilidade bancária em diversas situações, como quando encontra condições de crédito mais favoráveis ou quando quer transferir sua conta salário para outro banco.

O que é portabilidade bancária?

A portabilidade bancária é um direito garantido ao cliente de transferir suas dívidas, conta salário e outros serviços contratados para a instituição financeira que preferir. A modalidade mais conhecida é a portabilidade de crédito, mas há também a opção de transferir o salário e o cadastro para outro banco. Vale lembrar que a instituição de destino pode avaliar a proposta do cliente interessado na portabilidade e, se julgar necessário, negar a ação.

Na prática, é o mesmo que mudar seus serviços bancários para outro banco. Geralmente, isso ocorre quando há uma oferta melhor em outra instituição financeira, como juros menores para a modalidade de crédito contratada, por exemplo. Independentemente dos motivos, o cliente bancário pode optar pela portabilidade para o destino que preferir, mas fica sujeito à avaliação da instituição de destino.

Portabilidade de crédito

A portabilidade de crédito é a opção mais conhecida, já que ela possibilita transferir um empréstimo para outro banco que apresenta condições melhores de pagamento. É o mesmo que uma transferência de dívida, mas com a vantagem de reduzir o valor do empréstimo de acordo com as novas condições contratadas.

Às vezes, o consumidor pode acabar contratando uma linha de crédito com condições não tão boas quanto gostaria. Mas com o passar do tempo, pode se deparar com uma oportunidade melhor em outra instituição financeira. Com a portabilidade de crédito, o banco de destino quita o empréstimo contratado inicialmente e faz um novo financiamento na nova instituição que possui melhores condições.

Essa modalidade de portabilidade bancária foi criada em 2013 pelo Banco Central, como uma estratégia para aumentar a concorrência entre as instituições financeiras. Dessa forma, quem contratou um empréstimo pode transferir sua dívida para outra instituição no momento que preferir, mas é necessário aguardar a aprovação do banco de destino.

Como funciona?

O funcionamento da portabilidade bancária é bastante simples de entender. Você tem um serviço no banco A, mas o banco B oferece condições mais atrativas que a contratada inicialmente. Então você transfere o serviço para o banco B e passa a usufruir desses benefícios, desde que a instituição aceite sua dívida, já que ela não é obrigada a realizar a portabilidade.

De acordo com a cartilha do Banco Central do Brasil, o cliente bancário pode transferir gratuitamente suas dívidas a qualquer momento. A dinâmica é semelhante a uma nova contratação de crédito, pois o banco credor recebe a quitação dos débitos de forma antecipada e a nova instituição contratada passa a ser o atual credor do empréstimo, caso aceite a proposta do cliente.

Mas é importante lembrar que o valor do novo empréstimo contratado não pode ser superior ao anterior. Caso seja de maior valor, a portabilidade de crédito não é gratuita, havendo a necessidade do pagamento de impostos.

Outra informação importante é que o banco de origem é obrigado a realizar a operação de portabilidade quando solicitada pelo cliente. Ele ainda pode oferecer melhores condições de crédito para tentar mantê-lo na instituição.

Por fim, se você pretende realizar uma portabilidade de crédito é importante informar o banco de origem sobre essa operação para que não haja a cobrança de impostos e taxas financeiras.

Vantagens e desvantagens

Embora exista a possibilidade de realizar a portabilidade bancária, é importante avaliar muito bem se essa é uma boa opção. Afinal, a principal finalidade é obter propostas mais vantajosas, seja para um empréstimo ou para a utilização da conta bancária. Sempre compare o valor do CET (custo efetivo total) das dívidas para ter a certeza que estará trocando uma opção mais cara por uma mais barata.

Além disso, é preciso considerar que transferir a sua dívida, cadastro ou conta salário de um banco para outro possui vantagens e desvantagens. Veremos mais detalhes sobre isso nos próximos tópicos.

Vantagens

As principais vantagens de realizar a portabilidade bancária incluem:

Redução das taxas de juros

Esse é um dos principais motivos para que os consumidores realizem a portabilidade de crédito. Com ela é possível conseguir taxas de juros menores quando comparado à contratação inicial. Avalie as opções levando em consideração o CET (custo efetivo total) das dívidas para ter certeza que esta é uma boa opção.

Facilidade de contratação

A portabilidade de crédito também conta com a vantagem de ser uma opção de fácil contratação. Como já existe um empréstimo, isso significa que o banco de origem já realizou uma análise de crédito daquele cliente. Se as parcelas foram pagas dentro do prazo, isso facilita ainda mais a nova contratação.

Mas vale lembrar que o interessado passa por uma nova avaliação da instituição de destino. Ela pode aceitar ou não a proposta de portabilidade.

Desvantagem

A principal desvantagem da portabilidade bancária é:

Perda do vínculo com o banco

Outra desvantagem dessa operação é que ao transferir o cadastro, a dívida ou a conta salário para outro banco, perde-se o vínculo com a instituição inicial, podendo assim perder boas oportunidades de crédito e serviços oferecidos pelo banco.

Banco Central

Para garantir que a portabilidade bancária seja um direito assegurado ao cliente, o Banco Central realiza toda a regulamentação desse e de outros serviços disponíveis ao consumidor.

O Banco Central do Brasil (BCB) é a autoridade monetária no país. Ele é responsável por gerenciar a política econômica, garantindo estabilidade financeira, poder de compra com a moeda nacional e é o que sustenta todo o sistema financeiro do nosso país.

Dentre suas diversas atividades estão a definição da taxa de juros e do câmbio, avaliação de riscos econômicos, regulamentação do sistema financeiro do país e de serviços oferecidos por instituições bancárias.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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