Após movimentar mais de R$ 130 bi em 2021, mercado de NFTs ganha mais espaço entre as marcas

Após movimentar mais de R$ 130 bi em 2021, mercado de NFTs ganha mais espaço entre as marcas

Os NFTs, sigla em português para “token não-fungível”, aumentaram sua popularidade em todo o mundo nos últimos anos. Ganhando cada vez mais espaço no mercado, o volume de vendas de NFTs totalizou US$ 24,9 bilhões em 2021, em comparação com apenas US$ 94,9 milhões em 2020, segundo dados da DappRadar, empresa que coleta dados em dez blockchains diferentes e que são usados ​​para registrar quem possui NFTs.

Tal sucesso pode ser explicado por alguns fatores importantes, como os NFTs terem virado assunto global em 2021, assim como o aumento de empresas que passaram a investir em tokens para se aproximarem de seus consumidores. De acordo com dados da plataforma Finder.com, em 2021 o percentual de brasileiros que já possuíam NFTs era de 12%, semelhante à média global, mas o nível de pessoas interessadas em investir nos tokens chegava a 22%.

Para 2022, o cenário promete ser ainda melhor, visto que esses tokens oferecem uma possibilidade infinita de novos negócios. Não à toa, muitas marcas estão adotando os NFTs como parte das suas estratégias de marketing. Para Rapha Avellar, fundador da Adventures, aceleradora de marcas e umas das mais promissoras empresas de marketing do país, os NFTs estão ganhando força por conta de sua capacidade de despertar a identificação com o público-alvo, trazendo o senso de pertencimento entre a comunidade e a marca.

“Esse é o principal ponto para as empresas que querem conquistar seus clientes e estarem à frente em seu segmento, pois para se conectar com o consumidor de maneira genuína, é necessário ir muito além de campanhas genéricas, como as que costumávamos ver, e entregar experiências únicas, que entreguem uma vivência imbatível para o público”, explica Avellar.

Segundo o fundador da Adventures, outra vantagem em relação aos NFTs e que atrai a atenção dos investidores são as características dos tokens, como propriedade, escassez, possibilidade de ser colecionável, arte digital, relação com plataformas de negociação, autenticidade, desejo, base em blockchain, além de serem vistas como uma reserva de valor de investimento.

Com o intuito de acompanhar a constante evolução da tecnologia, a Adventures também criou o seu próprio NFT. O token foi feito para um evento focado na cultura da empresa, com os valores da Adventures reproduzidos em uma peça digital animada e sonorizada, que foi entregue para os 200 empreendedores que integravam o time da empresa na época.

“Essa ação nos deu ainda mais certeza de que o NFT não é mais sobre o futuro, mas sim sobre o presente. Apesar de parecer um assunto complexo, esses tokens nos proporcionam uma sensação muito conhecida que é a de pertencimento a algo, um grupo, uma ideia ou aquilo que faz a gente se sentir parte de uma comunidade”, destaca Avellar.

Para quem ainda possui algum tipo de receio sobre a importância do investimento nesses tokens, a dica do especialista é para que as empresas comecem a inovar o quanto antes para não ficarem para trás. “Todo esse movimento e tecnologia presente nos NFTs é algo absurdamente transformador, capaz de mudar toda a nossa realidade diante dos olhos. As marcas precisam entender o seu valor como uma ferramenta que cria proximidade com seu público”, finaliza Rapha Avellar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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