Pix internacional: parceria torna possível remessa de valores em tempo real para outros países

O público que costuma realizar pagamentos internacionais agora conta com mais conveniência: já é possível realizar esse tipo de transação no Brasil em tempo real. A modalidade é possível a partir de uma parceria entre o Bexs Banco, pioneiro em pagamentos digitais internacionais, e a Thunes, empresa de pagamentos global com sede em Cingapura. Para isso, é utilizada a tecnologia do Pix, o meio de pagamento eletrônico que integra bancos e que processa as transações imediatamente.
O Pix rapidamente se consolidou como meio de pagamento e de transferência de dinheiro: mais de 715 bilhões de reais já haviam sido movimentados utilizando a funcionalidade até o fim de 2021, e o País já contava com mais de 380 milhões de chaves cadastradas. Lançado como meio de pagamentos e transferência de valores, o Pix logo passou a ser utilizado para outras finalidades, como saque em caixa eletrônico e até depósito em conta corrente. Os pagamentos internacionais são um desdobramento natural da ferramenta.
Essa é uma conveniência ainda disponível para poucas instituições financeiras, o que evidencia o pioneirismo da parceria entre o Bexs Banco e a Thunes. Existem iniciativas semelhantes em outros países, como o México, com seu Sistema Internacional de Pagamentos Eletrônicos (SPEI).
“A interoperabilidade é importante, e conectar o Pix a sistemas internacionais para pagamentos cross-border é um ponto-chave para aumentar o uso desse tipo de pagamento”, afirma Jenna Wyer, vice-presidente sênior da Thunes para as Américas. Ela cita como exemplo de interoperabilidade países como Malásia e Cingapura, cujos sistemas domésticos estão conectados e permitem transações cross-border mais ágeis.
O mercado de pagamentos no Brasil está evoluindo rapidamente, na esteira da demanda dos clientes e negócios por soluções digitais. Jenna estima que, até 2023, 100% das remessas da Thunes para o Brasil sejam feitas por meio do Pix. “Esses pagamentos internacionais são grandemente direcionados por transações peer-to-peer, freelancers e talentos criativos trabalhando no exterior. Como resultado, temos um crescimento significativo em pagamentos na economia do compartilhamento. Transações B2B ou e-commerce são outra área no Brasil em que observamos crescimento”, completa Jenna Wyer.








