Por que os brasileiros estão reduzindo sua fidelidade a marcas e empresas?

Por que os brasileiros estão reduzindo sua fidelidade a marcas e empresas?

Os programas de fidelidade sempre atraíram muitos consumidores. Com uma estratégia eficaz não apenas para atrair, mas reter clientes, no entanto, essa modalidade, segundo a 12ª pesquisa Global Consumer Pulse, da Accenture Strategy, feita com 25.426 consumidores pelo mundo, sendo 1322 brasileiros, mostra que 80% dos brasileiros estão reduzindo sua fidelidade a marcas e empresas.

Para Gustavo Frachia, sócio da Fidelis Club, plataforma para programas de fidelidade e recompensas, a pesquisa reforça que o consumidor está muito mais exigente e não se interessa mais por modelos tradicionais: “Há inúmeros fatores que levam os clientes a serem mais exigentes com programas do tipo, com destaque para esperar receber do varejista ou do prestador de serviço um valor superior ao que foi pago – impulsionado também pela crise causada com a pandemia de Covid-19 -, não se ‘comprometer’ com apenas um estabelecimento e ter mais conveniência para verificar qual é o melhor benefício para aquele momento de vida, seja ter desconto em novas compras, receber dinheiro de volta ou ter a liberdade de investir o dinheiro acumulado”.

A pesquisa revela ainda que, para 36% dos consumidores, as expectativas sobre fidelidade se modificaram. “Após anos de pesquisa sobre o setor, decidimos que era vital termos diferenciais importantes para oferecer ao mercado, tanto para o varejista e comerciante aderir ao programa, como para o consumidor, que visualizaria, de fato, vantagens expressivas em aderir à modalidade”, revela Frachia.

O que tem impacto na vida do consumidor?

Hoje, é preciso pensar em maneiras diferenciadas de fidelizar o consumidor. É fundamental que o cliente tenha total liberdade para decidir o que realmente tem impacto em seu dia a dia. Se antes era unânime a preferência por milhas de viagens, hoje, muitos preferem ter descontos para utilizar em produtos ou lojas diferentes daquelas onde o produto foi adquirido. “Além disso, há uma grande parcela de clientes que está optando por investir o dinheiro poupado, inclusive em criptomoedas, por exemplo”, destaca o executivo.

No entanto, o executivo ressalta que é preciso ser cauteloso com a integração de serviços para que o consumidor veja a evolução da marca de maneira natural e, principalmente, confiável: “após o lançamento do programa de fidelidade e parcerias importantes, como da Abrasel, lançamos recentemente a Fidelis Fintech, plataforma que reúne soluções financeiras em Banco Digital e Crypto Exchange. Por meio do banco digital da marca, permitimos aos clientes acumular pontos também ao utilizar os serviços, o que, para muitos consumidores, é ainda mais atrativo”, conclui Frachia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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