Como evitar que seus talentos de tecnologia “fujam” para o exterior?

Como evitar que seus talentos de tecnologia “fujam” para o exterior?

Trabalhar em uma empresa internacional tornou-se o sonho de diversos profissionais brasileiros: o status de ser colaborador de uma empresa global, receber salários cotados em outra moeda, ter a oportunidade de conhecer pessoas de várias nacionalidades e adquirir conhecimentos que o mundo pode proporcionar parece uma oferta tentadora.

De acordo com pesquisa do Datafolha, 56% dos jovens brasileiros com ensino superior gostariam de morar e trabalhar fora do país. E com o avanço do trabalho remoto, hoje é possível ter um emprego internacional até mesmo sem sair do Brasil.

Segundo Pedro Luiz Pezoa, CEO da Pointer, startup especializada em indicação de profissionais de alto nível no setor de tecnologia, um dos principais atrativos dessas empresas é a possibilidade de ser pago em dólar, já que a moeda está muito mais valorizada que o real. No entanto, não é por isso que as empresas brasileiras devem ficar de braços cruzados. “Por mais que a competição por esses profissionais seja difícil, é possível reverter a situação com mudanças de comportamento por parte da empresa. A saída para reter esses talentos passa por uma ótima cultura da empresa. Isso é essencial para o bom funcionamento dos negócios, e toda a cadeia produtiva deve se comprometer para que a cultura seja sempre seguida” explica Pedro.

Por isso, o executivo aponta algumas medidas simples para manter os profissionais de tecnologia interessados em manter seus cargos em empresas brasileiras e ficarem longe de propostas internacionais:

RECONHECIMENTO

Além de repensar a remuneração dos funcionários, o profissional precisa ser reconhecido de outras formas também. Ao ter suas conquistas legitimadas, o sentimento de que está fazendo parte de algo maior na empresa cresce. É importante apresentar feedbacks e estar aberto a receber sugestões dos colaboradores. Assim, é possível criar um ambiente no qual o profissional tenha sua voz ouvida e sinta que suas ideias importam.

AUTONOMIA

Dar liberdade para os funcionários trabalharem no modelo que preferirem – home office, híbrido ou presencial – em horários mais confortáveis para eles traz pontos positivos para a relação entre colaborador e empresa. Um exemplo é permitir que o profissional faça outras atividades na empresa (ou fora dela) se seu trabalho diário estiver completo. Além disso, a autonomia para aplicar ideias, projetos e melhorias para o trabalho é fundamental.

DESAFIOS

O setor de tecnologia é repleto de inovações e novidades interessantes todos os dias, por isso, manter profissionais desta área ‘dentro de uma caixinha’ é equivocado. Desafie sua equipe, faça rotação de atividades para que ninguém fique sobrecarregado com tarefas repetitivas. Oferecer novas qualificações, como cursos e treinamentos, também é interessante.

CULTURA SEM CULPA

Em inglês conhecido como “Blameless“, essa prática empresarial significa reconhecer que toda equipe está entregando o melhor de si, e que se há um erro humano, é consequência de um erro de todo um sistema, e não culpa de alguém específico. A solução para o problema é ir a fundo nas causas e tentar resolver em equipe. As melhores empresas do mundo aplicam o Blameless, reconhecendo que a cultura do negócio precisa ser boa para o desenvolvedor, para o designer e todos os outros profissionais, não apenas para o CEO.

Crédito da foto: Pixabay

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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