Guerra pode modificar formas de negociação com empresas do agronegócio brasileiro

Guerra pode modificar formas de negociação com empresas do agronegócio brasileiro

Com importações e exportações comprometidas, empresas podem receber incentivos para pesquisa de fertilizantes

A guerra iniciada pela Rússia causa uma série de situações às demais nações, impactando desde áreas econômicas, sociais e rurais de vários países. No Brasil, a atenção se volta ao agronegócio, já que o país é o maior exportador de fertilizantes aos brasileiros, impactando diretamente, a safra 2022/2023. De acordo com dados da Comex Stat, da produção russa em 2021, cerca de 23% dos insumos foram importados pelo Brasil, que vê o momento com preocupação.

Segundo Edgard Rodrigues Rocha Junior, Diretor Jurídico e de Commerce da Integrity, empresa voltada a iniciativas corporativas e membro do AML Group, além das questões de relacionamento com o país estarem estremecidas, as sanções comerciais também podem ser um impeditivo para a realização de negociações. “As sanções impostas à Rússia por outros países podem refletir diretamente nas empresas brasileiras, uma vez que não é de bom tom que as relações comerciais sejam mantidas quando esses embargos são anunciados. Estamos falando de um sistema brasileiro de agronegócio integrado, com uma cadeia dependente da outra, então, acredita-se que por mais que sejam os fertilizantes o principal problema, essa ação resultará em outras pontas, sejam elas produtivas e para o consumidor”, destacou.

Diversificação de fornecedores

Porém, de acordo com Edgard, essa situação pode também ser uma oportunidade para que o Brasil diversifique seus fornecedores ou ainda intensifique as pesquisas para a produção do insumo. “Existem mercados que poderiam suprir esta demanda, como a China, por exemplo, porém, é preciso avaliar de forma estratégica, já que no passado o Brasil passou por situações delicadas com o país. Quando falamos que o Brasil atenderia a demanda,  estamos com os olhares voltados para o futuro, já que as pesquisas estão avançadas, mas sem muito incentivo para que evolua de forma rápida e absorva essa demanda”, explicou Rocha Junior.

Edgard salienta que este também pode ser um bom momento para que as negociações do agro brasileiro sejam reavaliadas e passem a atender as demandas de órgãos e entidades, que exigem empresas alinhadas às melhores práticas de ESG, com políticas de integridade, além de avaliarem possíveis situações que desabonem a negociação. “O mundo está passando por uma busca pela sustentabilidade e o agro está com os olhares voltados para isso neste momento. Temos órgãos reguladores no exterior que se recusam a trabalhar com empresas que possuem registros de crimes ambientais ou então ações que possam desabonar essa relação comercial.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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