Startup vê na falta de mão de obra oportunidade para captar clientes internacionais

Em 2021, a startup JobHome, especializada em teleatendimento home office, viu um aumento de 36% na procura de empresas internacionais por terceirização de suas operações de teleatendimento. Esse crescimento na busca pelo serviço se deve a falta de mão de obra em seus países.
A empresa de consultoria e auditoria PwC realizou uma pesquisa que mostrou que 6% dos executivos de empresas dos EUA avaliam fazer negócios no Brasil por enxergarem que a moeda brasileira é atrativa aos seus mercados. O Australian Bureau of Statistics apontou em 2021 que 27% das empresas do país “estão tendo dificuldade em encontrar funcionários adequados”. De acordo com sua pesquisa, 74% citam a falta de candidatos. O Reino Unido teve um aumento de 45% entre o final de março e meados de junho de 2021, um mecanismo de busca de empregos, mas boa parte delas ainda não foi preenchida.
Geraldo Brasil (foto), CEO da JobHome, explica que a falta de mão de obra é uma oportunidade para países como o Brasil que, segundo o IBGE, tem uma taxa de desemprego de 11,6% gerar mais postos de trabalho, além de ajudar as empresas a crescerem.
“Pelo que temos observado, a falta de mão de obra tem feito outros países procurarem por teleatendimento no Brasil, principalmente por considerarem que nosso ‘jeito brasileiro receptivo’, auxilia no encantamento dos clientes, parte fundamental para um bom atendimento”, explica o empresário.
“Ter empresas internacionais na nossa cartela de clientes tem nos ajudado a crescer cada vez mais. Em 2021 faturamos R$30 milhões e mais companhias têm nos procurado para terceirizar suas operações de call center, para cada novo cliente nós montamos uma nova equipe, o que nos dá a oportunidade de contratar novas pessoas e abastecer o mercado”, finaliza Brasil.








