Bolsa e dólar voltam a fechar em baixa

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a segunda-feira (18) com baixa de 0,43%, aos 115.687 pontos.O dólar também caiu, fechando a R$ 4,648 (-1,02%). Num dia de liquidez reduzida, devido a feriado na Europa e em outras praças globais, investidores focavam dados sobre o crescimento da China, que, embora tenha surpreendido positivamente no acumulado do primeiro trimestre, perdeu fôlego em março.
Os dados econômicos mistos na China e aumento nos juros do Tesouro Americano não se refletiram no mercado acionário brasileiro. Apesar de o PIB chinês surpreender positivamente o mercado, aumentando 1,3% no trimestre, frente às expectativas de 0,6%, o setor de varejo acumulou queda de (-3,5%), um recuo bem maior do que o de (-1,6%) esperado pelo mercado.
Segundo André Meirelles, diretor de Alocação e Distribuição da InvestSmart XP, os dados de atividade ainda não refletem a intensificação recente dos lockdowns na China, que começaram há cinco semanas. “Assim, com resultados mistos, os investidores devem permanecer cautelosos. Para o Brasil, a incerteza em relação a demanda chinesa tende a impactar negativamente empresas exportadoras, visto que a China é um dos nossos principais parceiros comerciais”, destaca Meirelles..
Outro fator de impacto para bolsa são os juros do tesouro americano. O rendimento dos títulos de 10 anos passou por aumento de 1,7% nesta segunda-feira (18), refletindo a preocupação do mercado em relação à aceleração da inflação. Na quarta-feira, teremos a divulgação do Livro Bege do FED, que apresenta uma avaliação da situação econômica dos 12 distritos americanos, seguido por discursos do presidente do Banco Central Americano, Jerome Powell, na quinta-feira, o que deve trazer um direcionamento em relação a situação da inflação e dos juros no país.
Apesar do aumento nos juros do tesouro americano, o dólar caminha em queda em relação ao real. “Um dos motivos para valorização da moeda brasileira está nos dados do IGP-10, divulgados nesta segunda-feira pela FGV. O índice de inflação avançou 2,5%, levemente acima das expectativas de 2,2%. Esse resultado acentua a ideia de que o ciclo de aumento da Selic deve ir além dos 12,75% anteriormente previstos, tornando os juros brasileiros ainda mais competitivos no cenário internacional”, alerta o diretor da InvestSmart XP.








