O que o varejo pode esperar das vendas na Páscoa 2022?

Vendas devem crescer de 5% a 10% quando comparadas a 2021
A Páscoa, que neste ano será comemorada no próximo domingo (17), deve ter um sabor diferente. Afinal, será a primeira celebração normal da data desde o início da pandemia. Contudo, apesar da frustração dos comerciantes nos últimos dois anos, neste ano o coelho ainda deve engordar pouco.
De acordo com Christian Bundt, Membro do Comitê de Economia do ISAE Escola de Negócios, as expectativas baixas são decorrentes de dois elementos principais: alta do preço dos chocolates na gôndola e a recuperação lenta do mercado de trabalho. “O que se vê nas expectativas da indústria é que haverá crescimento na venda global em 2022 comparada a 2021, entre 5 e 10%. Contudo, é importante lembrar que a base dessa comparação não é boa, pois ainda remete a números da pandemia”, aponta.
Ainda assim, é esperado que a liberação da circulação de pessoas, inclusive sem máscara, faça a participação do comércio presencial crescer. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas de Páscoa em 2022 vão movimentar cerca de R$ 2,160 bilhões no varejo. “A parte boa é que o movimento de retorno aos pontos de venda deve trazer novos empregos, mesmo que temporários, e com isso o indicador deve apresentar bom crescimento”, afirma.
A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) aponta que só a indústria criou 8,5 mil postos de trabalho temporários no Brasil para atender à demanda prevista para a Páscoa em 2022, contratando desde o final de 2021. Já a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) aposta na criação de 14 mil postos de trabalho nessa época de Páscoa. “O que se pode aconselhar aos varejistas de menor porte que têm vendas direcionadas às classes média e média baixa é que invistam na criação de produtos de menor valor, em função do aumento do preço do chocolate e a queda na qualidade da renda do trabalhador”, finaliza Christian Bundt







