Quase 90% dos brasileiros preferem qualidade de vida a um salário mais alto

Quase 90% dos brasileiros preferem qualidade de vida a um salário mais alto

Não é de hoje que a saúde mental é um desafio global e uma discussão constante no mundo corporativo. Com o retorno aos escritórios, as reflexões voltam à tona seja sobre os benefícios do home office, a tendência da semana de quatro dias, a qualidade de vida oferecida pelas empresas ou a pressão pelos resultados. Pensando nisso, o @FestadaFirma, perfil de memes corporativos no Instagram que reflete “a firma como ela é”, fez uma pesquisa para saber como anda a saúde mental dos seguidores e o comportamento das empresas sobre o tema neste momento.

Em tempos de movimentos como “A Grande Resignação”, fenômeno iniciado pelos americanos, mas que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil, o que vale mais: um emprego que pague muito bem ou um ganhar menos e ter qualidade de vida? A pesquisa do FestadaFirma contou com mais de 30 mil respondentes e se eles tivessem que escolher entre ganhar mais e ter uma alta carga horária ou ter mais qualidade de vida e flexibilidade com menores salários88% escolheriam a segunda alternativa.

Revisão de conceitos

Não voltaremos à rotina da mesma forma como vivíamos antes e as empresas que não se adaptaram, precisam rever seus conceitos. Para 56% dos respondentes, o home office contribuiu para a saúde mental, mas 55% alegaram que a empresa não respeita o horário de trabalho estipulado.

Questionados sobre a preocupação da empresa em relação à saúde dos funcionários, 49% não acham que seus empregadores são empáticos em relação ao bem-estar dos colaboradores. De acordo com a pesquisa, 67% dos entrevistados já pensaram em fazer ou fazem terapia devido à pressão no ambiente corporativo. E 72% consideram suas rotinas de trabalho exaustivas.

Se falarmos do cenário das startups, encontramos ambientes em que as empresas estão tecnicamente suportadas por ferramentas e tecnologias em todas as frentes, mas também há uma corrida contra o tempo, que nem todos conseguem se adaptar. Entre as respostas recebidas sobre o clima corporativo, foram mencionados aspectos como pressão, foco em resultados, falta de organização devido ao rápido crescimento e a agressividade das metas. O @FestadaFirma também se aprofundou sobre esse mercado específico e obteve respostas de mais 4 mil pessoas.

Dos respondentes que trabalhavam em uma startup, 67% sentem que sua saúde mental está sendo afetada por conta do trabalho. Questionados sobre as iniciativas das empresas nesse sentido, 55% disseram que a startup não tinha ações voltadas à saúde mental e 85% gostariam que ela desse mais atenção a essa área.

Startups estão na frente

Entretanto, culturalmente as startups também estão mais propensas a pensar nesse tipo de política interna já que é um mercado competitivo e, pelo seu crescimento, precisam cuidar de questões de marca empregadora para sustentar a expansão por meio do capital humano. Portanto, também há bons relatos de seguidores que mencionaram que essas empresas estão muito à frente das tradicionais quando se fala em iniciativas para saúde mental.

Seja em empresas tradicionais ou startups, falar sobre saúde mental e ter iniciativas que realmente proporcionem ambientes mais humanos são essenciais para manter relações e negócios mais sustentáveis e duradouros.

Crédito da foto: Unsplash

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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