Tributação é vilã do ovo de Páscoa, mas preços podem melhorar no ano que vem

Tributação é vilã do ovo de Páscoa, mas preços podem melhorar no ano que vem

Se produtores e varejistas aproveitarem estratégias tributárias, em 2023 preço final pode ser mais vantajoso para os consumidores

Com os preços dos ovos de Páscoa até 40% mais altos, comparados a 2021, redes varejistas estão dedicando espaços menores para as sessões de ovos de chocolate, e o setor produtivo acaba apreensivo diante da expectativa de venda este ano. Há diversos fatores que influenciam a alta: inflação, custos operacionais elevados como consequência do reajuste dos combustíveis e, claro, a carga tributária. Neste último quesito, ao comprar um ovo de Páscoa, o consumidor paga 38,53% de tributo no preço final.

Embora os números até possam ser desanimadores, há uma luz no fim do túnel. Pelo menos do ponto de vista tributário, no que diz respeito a estratégias jurídicas que podem ser adotadas pelos fabricantes para melhorar o cenário para indústria e varejo, mas num cenário econômico mais desafiador. A explicação é de Felipe Azevedo Maia, advogado tributarista fundador da AZM Advogados Associados. “Ao avaliar a operação, é possível ao varejista identificar oportunidades que tragam para seu negócio mais eficiência tributária”, afirma.

Segundo o advogado, considerando posicionamento favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS, é possível que as empresas fabricantes repassem essa redução de custo a seus clientes, ou seja, o varejo. “Muitas empresas ainda não adequaram suas operações e não repassaram esse benefício à formatação do preço das mercadorias. Ainda que se pretenda manter o preço para aumentar a margem de lucro, há espaço para adoção de medidas que favoreçam indústria, varejo e, como consequência, o consumidor final”, explica Maia.

Além disso, também foi concedida redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre esses produtos, passando sua alíquota de 5% para 3,75%, o que permite uma redução do custo tributário incidentes sobre esses produtos. “Todas essas medidas devem refletir no preço final, e em breve um cenário animador”, finaliza o advogado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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