Alimentação fora do lar mantém queda mesmo com volta das atividades presenciais

Alimentação fora do lar mantém queda mesmo com volta das atividades presenciais

Pesquisa mostra que consumidores pretendem reduzir gastos com esse tipo de despesa

Segundo levantamento realizado pela Gallunion, apenas 33% voltaram ao trabalho 100% presencial. A maioria dos brasileiros continua trabalhando em home office ou modelo híbrido. Foram entrevistados 1.103 participantes.

Entre os que continuam trabalhando de casa, 78% disseram que dão preferência a comer comida feita na própria residência. Em segundo lugar, aparecem os pedidos via delivery, com 48%, seguidos pela comida comprada pronta, com 37%. Outros 19% buscam a comida pronta em locais próximos e 18% saem para se sentar e comer presencialmente.

Entre os participantes que voltaram a trabalhar presencialmente, 60% optaram por levar comida de casa, 33% preferem pedir delivery e 30% têm o hábito de sair para comer.

Outro destaque da pesquisa é o aumento da preferência por comida saudável, que vem crescendo e registrou o maior índice comparativo desde 2020, com 30% das respostas. 50% dos entrevistados afirmam que dão preferência à alimentação mais equilibrada nas refeições em família e no dia a dia.

Menos comida pronta, mais ingredientes frescos

A pesquisa da Gallunion vai ao encontro das informações divulgadas pelo Report Foodtech 2022, estudo inédito elaborado pela Outcast Ventures em parceria com o Distrito. O levantamento apresenta um mapeamento sobre o setor de foodtechs no Brasil, analisando sete categorias (Super Foods, Food Delivery, Smart Kitchen & Restaurant Tech, Farm-to-table, Food Safety & Traceability, Consumer Service e Waste Management), além do histórico de investimentos, tendências de crescimento, principais modelos de negócio e panorama de empregabilidade.

Uma das categorias analisadas, Farm-to-table, apresenta um interessante avanço nos números. Este é um movimento que tem como objetivo aproximar o produtor do consumidor, diminuindo a quantidade de intermediários no processo e aumentando a eficiência da cadeia de suprimentos, oferecendo alimentos e ingredientes realmente frescos aos consumidores.

“Levar alimento extremamente fresco do produtor para a mesa do consumidor no menor prazo possível faz a diferença para uma alimentação mais equilibrada, sobretudo em um momento em que o consumidor tem preferido se alimentar em casa e se preocupado com a origem do que come”, explica Einat Eisler Carasso, CEO do e-commerce Freshmania, especializado na venda de leite fresco e entrega em menos de 48 horas do momento da produção até a casa do cliente, seguindo o conceito “da fazenda direto para sua mesa”.  “Nós acreditamos que a experiência de se consumir um alimento próximo à produção é outra”.

Os resultados mostram que a pandemia e o aumento dos preços dos alimentos no Brasil impactaram de forma direta o segmento de alimentação, fazendo com que o brasileiro busque alternativas mais econômicas e equilibradas.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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