Demonstrar amor e carinho no Dia das Mães significa pagar altas taxas de impostos

Demonstrar amor e carinho no Dia das Mães significa pagar altas taxas de impostos

Um dos presentes mais procurados para a data tem até 78% de tributos

O Dia das Mães é a segunda melhor data do Varejo, perdendo apenas para o Natal. Apesar dos tributos exorbitantes, da alta da inflação e dos juros, os consumidores devem presentear as mães, neste dia 08 de maio. A data festiva será generosa com o bolso — do governo, é o que mostram os dados na tabela de tributos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação — IBPT. Portanto, quem não quiser deixar passar em branco o Dia das Mães deve se preparar, já que os valores dos impostos são muito altos, um dos presentes mais procurados para a data, o perfume importado tem até 78% de tributos, entre federais, estaduais e municipais.

Na lista de presentes pesquisados, segundo os dados do IBPT, outros itens muito procurados possuem mais de 50% de impostos, como: perfume nacional (69,13%), maquiagem importada (69,04%), maquiagem nacional (51,41%), relógio (56,14%) e joias (50,44%).

Os eletroeletrônicos e eletrodomésticos também apresentam uma alta incidência tributária, como no caso do aparelho smartphone importado (68,76%), smartphone nacional (39,80%), tablet importado (59,32%), tablete nacional (39,12%), geladeira, (46,21%) e a máquina de lavar (42,56%).

Até mesmo os filhos que preferirem comemorar de maneira simbólica não escaparão de contribuir com os cofres públicos, presentear a mãe com flores significa gastar 17,71% do preço em encargos. Ou até mesmo sair para jantar, onde as taxas de impostos são de 32,31%.

Segundo a pesquisa feita em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas – CNDL e pelo Serviço de Proteção ao Crédito – SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, 79% dos consumidores deve realizar ao menos uma compra até a data especial.

Mas com todos esses impostos e a alta da inflação e dos juros, 80% dos respondentes da pesquisa consideram que os preços dos produtos estão mais caros este ano, se comparado com 2021.

Não é novidade que a carga tributária brasileira é elevada e que o sistema de tributação é complexo. De acordo com a reitora da Faculdade Instituto Rio de Janeiro – FIURJ, Carla Dolezel, a taxa de encargos se agrava por causa da tributação indireta, ou seja, da incidência de tributos em efeito cascata que acaba onerando a cadeia produtiva desses equipamentos.

“Todo esse custo acaba sendo repassado no preço ao consumidor final — é o que se chama repercussão tributária. Para entender esse efeito dominó, basta ter em conta a incidência do imposto de importação, imposto sobre produtos industrializados, imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços, PIS/COFINS, entre outros”.

A carga tributária é a soma da arrecadação de todos os tributos (impostos, taxas e contribuições) sobre a renda e o consumo em relação ao PIB (soma de todas as riquezas produzidas em um país). Carla Dolezel comenta que quando estamos falando de tributação que repercute na cadeia de consumo de bens e serviços, o contribuinte, ou seja, o consumidor final não tem muito o que fazer. “Talvez buscar um produto importado similar ou, simplesmente, não comprar, pois com a alta do dólar a opção de compras no exterior deixou de ser atrativa”, assegura.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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