Economista lança livro sobre a economia criativa e o seu reflexo para ativar ocupações pautadas pela inovação

Economista lança livro sobre a economia criativa e o seu reflexo para ativar ocupações pautadas pela inovação

Gina Paladino destaca esse modelo econômico, que se diferencia do tradicional

Contribuir para reforçar a importância do desenvolvimento da economia criativa e explicitar os instrumentos de políticas públicas necessários para incentivar os setores criativos foram fatores que geraram o livro “Economia criativa, cidades, clusters e desenvolvimento”, da economista Gina Gulineli Paladino. Editado pela Insight, o lançamento está marcado para o 21 de maio, das 11h às 15h, no Palácio Belvedere – Praça João Cândido – São Francisco.

De linguagem acessível, tendo em vista que a bibliografia brasileira ainda é escassa neste tema, a autora destaca, ao longo das 62 páginas, uma visão econômica, sem ser economicista, em que os protagonistas são classes criativas, empreendedores, investidores, planejadores e gestores urbanos. Segundo a autora, o que diferencia a economia criativa de outros setores econômicos é a sua matéria-prima, que aqui são a cultura e a criatividade pautadas pela inovação.

Dividido em cinco capítulos: Economia criativa; Cidades criativas; Clusters criativos; Criatividade e desenvolvimento; e o gênio criativo de Celso Furtado, a obra é direcionada tanto para leitores que já conhecem bem o tema, como para os não iniciados. Foi dividido dessa forma, explica a autora, para auxiliar no entendimento de temas relativamente novos e complexos. Como professora de pós-graduação, consultora e palestrante, a autora defende que, em tempos de crise, novos modelos de negócios pautados pela criatividade começam a se destacar. “Quando a economia criativa cresce, o desenvolvimento econômico avança”, acredita.

Classificados na área de serviços de alto valor, entre os segmentos da economia criativa estão: moda, arquitetura, design, audiovisual, artesanato, museus, folclore, música, gastronomia, além de serviços em que se exige muita criatividade aliada à tecnologia, como é o caso dos videogames. “São segmentos criativos, ou seja, ativos intangíveis com propriedade intelectual garantida. Esses serviços apresentam maior capacidade de gerar empregos com maior remuneração, principalmente entre os jovens; se bem articulados e apoiados, são propulsores da inovação e da ampliação da capacidade produtiva do conjunto da economia”, analisa.

Números da Economia Criativa no Brasil e no mundo

• O PIB da economia criativa brasileira cresce desde quando começou a ser medido, em 2004, sendo o valor máximo de 2,64% do total em 2015, com mais de 870 mil empregos formais.
• Em 2017, mais de 830 mil profissionais criativos estavam empregados no mercado de trabalho formal, a maioria vinculada aos 245 mil estabelecimentos dos segmentos criativos e o restante nos demais setores produtivos.
• De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), se a economia
criativa fosse um país, teria o 4º maior PIB, de 4,4 trilhões de dólares, e 144 milhões de pessoas empregadas.
• A Organização Mundial do Trabalho (OIT) cita que o crescimento anual do mercado criativo deve girar entre 10% e 20% nos próximos anos em todo o mundo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *