Aneel reajusta bandeiras tarifárias em até 64%

Consumidores da Copel terão reajuste de 1,58%
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21) o novo reajuste das bandeiras tarifárias, que incidem na conta de luz em caso de escassez hídrica ou qualquer fator que aumente o custo de produção de eletricidade. Os aumentos irão de 3,2% a 63,7%, dependendo do tipo da bandeira.

Os aumentos não encarecerão as contas de luz porque, desde abril, a bandeira tarifária está verde, quando não ocorre cobrança adicional. Os valores entrarão em vigor em 1º de julho e serão revisados em meados de 2023.
Segundo a Aneel, a alta reflete a inflação e o maior custo com as usinas termelétricas em 2022, acionadas em momentos de crise hídrica.
Confira os novos valores das bandeiras tarifárias:
Bandeira verde: sem cobrança adicional;
Bandeira amarela: +59,5%, de R$ 18,74 para R$ 29,89 por megawatt-hora (MWh);
Bandeira vermelha patamar 1: +63,7%, de R$ 39,71 para R$ 65 por megawatt-hora (MWh);
Bandeira vermelha patamar 2: +3,2%, de R$ 94,92 para R$ 97,95 por megawatt-hora (MWh).
Desde 16 de abril, vigora no Brasil a bandeira verde, quando foi antecipado o fim da bandeira de escassez hídrica. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a bandeira verde será mantida até dezembro, por causa da recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas no início do ano.
Reajuste da Copel para clientes residenciais
Os clientes residenciais da Copel vão ter reajuste de 1,58% na tarifa de energia elétrica a partir do dia 24 de junho, definiu a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (21). Esses clientes representam 82,3% do total de consumidores atendidos pela companhia.
A Aneel é o órgão regulador federal que calcula a tarifa de energia elétrica de cada estado e comunica às distribuidoras, que aplicam o ajuste uma vez ao ano. Em 2022, até agora, o Paraná tem o menor reajuste do Brasil na conta de luz.
Para outros 10,6% dos clientes da Copel atendidos em baixa tensão, dentre eles estabelecimentos comerciais e de serviços, o reajuste na tarifa será de 2,07%. Já, na média, a tarifa de energia da Copel aumentará 4,90% – esta média inclui clientes atendidos também em alta tensão, os chamados grandes consumidores.
O reajuste médio ficou muito abaixo da inflação. Nos últimos 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA), dado também utilizado pela Aneel para determinar a tarifa, subiu 11,73%.
O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para medir a variação no valor de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias. Além de onerar insumos e serviços, a inflação também é utilizada para reajustar contratos de compra de energia, contribuindo para o aumento da tarifa.
Créditos PIS/Cofins
Para que o ajuste ficasse abaixo da inflação, foram abatidos, na sua composição, créditos do PIS/Confis oriundos de ação judicial vencida pela Copel, já reconhecidos e que têm previsão de restituição nos próximos 12 meses pelo governo federal à companhia, além da redução da Conta de Desenvolvimento Energético, cujo valor anual é fixado pela Aneel.
380 mil famílias não pagam pela luz
As famílias de baixa renda continuarão contando com o Programa Energia Solidária, que prevê a isenção de tarifa para famílias de baixa renda, inscritas no Cadastro Único do governo Federal com consumo de até 150 kWh por mês. Em maio, cerca de 380 mil famílias de paranaenses participantes do programa não precisaram pagar a conta de luz.
Investimentos
A Copel está realizando o maior programa de investimentos em energia da sua história. Entre 2019 e 2022, o investimento somado é de R$ 6,9 bilhões. Somente em redes de distribuição de energia a Copel está aplicando, apenas nos últimos quatro anos, mais de R$ 4,8 bilhões.
Além de diversas obras e melhorias, como subestações, linhas de distribuição em alta tensão e redes de baixa tensão, a Copel está implantando os dois maiores programas do gênero em curso no país: o Paraná Trifásico, que vai, até 2025, modernizar a rede de energia rural com 25 mil quilômetros de linhas trifásicas, dos quais mais de 8 mil até dezembro de 2022; e o Rede Elétrica Inteligente, que é a maior iniciativa de automação da leitura do consumo de energia da América Latina, com benefício a 1,5 milhão de clientes, cerca de 4,5 milhões de paranaenses.







