Conceito de mobilidade traz novas oportunidades para financiamento de veículos

Conceito de mobilidade traz novas oportunidades para financiamento de veículos

As transformações em andamento na indústria automotiva exigirão um reposicionamento do mercado de crédito em busca de oportunidades para atender as demandas de um novo consumidor. A avaliação é de Tereza Fernandez, consultora econômica na TF Consultoria e na Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

“Hoje ninguém mais fala de compra e venda de carro, o conceito é mobilidade. E isso vai marcar uma mudança do ponto de vista do comportamento da indústria, de como o modelo de negócio vai se encaminhar e avançar”, disse Tereza na live “Desafios junto ao novo consumidor de veículos no atual cenário econômico”, realizada pela Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), em parceria com a Vetera Tecnologia e Soluções.

“Essas novidades ao consumidor de veículos, em relação a mobilidade, trazem reflexões muito importantes. É uma grande mudança de paradigmas pela qual estamos passando”, avaliou Cintia M. Ramos Falcão, consultora jurídica da Acrefi, que apresentou a live.

Tereza destacou que esse conceito de mobilidade está associado à sustentabilidade, o que vai além das questões relacionadas a fontes de energias e passa pela ampliação da conectividade e introdução da condução autônoma. Outro ponto citado são os investimentos necessários para abastecimento e manutenção de carros elétricos e construção de estradas inteligentes.

“Além disso, há uma alteração no conceito de serviços”, acrescentou. Segundo ela, a maioria da população global ainda prefere ter o seu carro, mas já existe uma mudança na utilização dos veículos. Nos Estados Unidos, 12% dos veículos são compartilhados, principalmente entre a população jovem. Na Europa, o compartilhamento já está em 17%.

“No Brasil, as mudanças começam a acontecer, mas ainda de forma lenta. A maioria dos jovens gostariam de ter um carro, principalmente quando se fala do interior do país e do Nordeste, que é o grande consumidor de motos. Já nas grandes cidades, os jovens não querem ter nada; querem usar tudo, mas não querem ter carro e apartamento”, disse Tereza.

A consultora falou ainda sobre a ampliação dos serviços oferecidos pelas locadoras, que além do aluguel tradicional, passou oferecer serviços de gestão de frotas. Outra novidade no Brasil é o serviço de assinatura. Tereza acrescentou ainda que questões ambientais, sociais e de governança (ESG) têm ganhado cada vez mais peso nas escolhas do consumidor, em especial os mais jovens.

“Como o mercado de crédito pode avançar para atender as novas modalidades de consumo? Cada dia que passa, produtos e serviços vão se confundir. Como atuar junto a empresas que, por exemplo, vão locar os automóveis de locadoras para fazer sua frota ou para financiar um carro compartilhado? É possível participar do serviço de assinatura como financiador? A busca de negócios para as financiadoras é uma estrada nova com grandes oportunidades, mas é necessário estar realmente aberto a diferentes possibilidades”, concluiu.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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