Novela Pantanal mostra dilemas da sucessão familiar no agronegócio

Novela Pantanal mostra dilemas da sucessão familiar no agronegócio

Entenda quando o herdeiro tem as características para se tornar um sucessor nos negócios

Batendo recordes de audiência, o remake da novela Pantanal (Rede Globo) tem trazido um debate importante sobre a continuidade dos negócios quando é hora do pai escolher seu sucessor. Na trama, o personagem Zé Leôncio construiu um império. O patrimônio do fazendeiro reúne sete propriedades, muito gado de corte e leite, avião particular, mas a dúvida sobre quem vai assumir os negócios o atormenta.

Na novela, o “rei do gado”, que é pai de três filhos, tem a preferência de deixar os negócios para o filho Joventino. Ele foi o único que estudou e tem capacidade para gerir, mas seus princípios em defesa dos animais não o deixam confortável para dar continuidade na operação atual das empresas do pai.

Segundo Eduardo Valério, especialista em governança corporativa e CEO da GoNext Governança e Sucessão, o herdeiro que vai encarar o processo de sucessão precisa reunir uma série de quesitos para dar longevidade à empresa. “Iniciar o processo sucessório com bastante antecedência é o ideal. É um trabalho que se constrói devagar, que precisa ser maturado em conjunto entre sucessor, sucedido e todo o ambiente empresarial, para que a transição de legado ocorra de forma eficaz”, pontua o especialista.

Valério explica que, neste caso, um conselho de herdeiros e sucessores proporcionaria o conhecimento necessário sobre os negócios da família, e também o entendimento e alinhamento de propósitos, direitos, responsabilidades e papéis na família empresária.

Inovação

O personagem Joventino vai propor ao pai uma forma mais sustentável de manejo do gado. “Além da sucessão, neste exemplo, temos também a inovação. O que o personagem propõe ao pai é a implantação de mais valor aos negócios da família. A governança vai direcionar e monitorar esta transição para que os negócios sigam conforme o planejamento estratégico, e quando saírem do planejado, saber tomar as medidas adequadas no momento certo”, explica Eduardo Valério.

Conheça as dez principais características que o herdeiro deve ter para conquistar o sucesso nos negócios da família:

1 – Competência técnica: ter as atribuições de gerenciamento e a macro visão da gestão do negócio.

2 – Inteligência emocional: manter o distanciamento emocional das tomadas de decisão da empresa.

3 – Liderança: saber conduzir equipes e liderar pessoas com o propósito de resultados.

4 – Gestão de pessoas e de conflitos: gerir pessoas e eventuais conflitos com foco nos resultados da empresa sem desrespeitar as necessidades dos colaboradores.

5 – Comprometimento: estar alinhado com a missão e visão da organização.

6 – Criatividade: ter atitude visionária diante do mercado.

7 – Saber correr riscos calculados: saber o momento de ousar diante das exigências do público e mercado.

8 – Espírito empreendedor: conseguir empreender novas formas de ações diante de crises ou no lançamento de novos produtos e serviços fará a diferença.

9 – Foco: alcançar metas e objetivos conforme planejamentos resultará numa boa gestão.

10 – Comunicação eficiente: essa é uma das bases para ser um bom gestor. Saber ouvir também é característica de um executivo de sucesso.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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