Mercado de equipamentos médicos cresce e Brasil leva destaque na produção

Mercado de equipamentos médicos cresce e Brasil leva destaque na produção

Preço, qualidade e eficácia. Esses são alguns pilares fundamentais para que qualquer produto receba destaque no mercado. No setor da saúde, não é diferente. Aliás, a pandemia nos ensinou esta lição e, muito além disso, aprendemos que a não dar atenção apenas aos profissionais que atuam na linha de frente, mas também aos equipamentos que tanto colaboram para nos manter vivos.

Este mercado é bastante promissor. Prova disto é que essa indústria já vinha num ritmo crescente até 2019 e essa boa sequência continuou em crescimento quando a Covid-19 parou o mundo e os outros setores. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO), o desempenho industrial como um todo, no Brasil, ficou em R$ 17,9 bilhões, em 2021, representando uma alta de 36% na comparação com os R$ 13,2 bilhões registrados em 2020 e incremento de R$ 4,7 bilhões em valores nominais.

Empresário destaque neste segmento, Marco Aurélio Marques Felix, presidente da Cmos Drake, contextualiza o cenário. Para o líder, este é um mercado em ascensão e a pandemia de fato colaborou muito para o destaque que observamos hoje. “Antes da pandemia, poucas pessoas sabiam o que é um respirador, por exemplo. Depois de todo aquele cenário assustador que vivemos, as pessoas sabem o que é o aparelho e o quanto ele é importante. Citei o exemplo do respirador, mas esse contexto se aplica a muitos outros equipamentos médicos e de emergência. Até mesmo quando falamos sobre o Desfibrilador Externo Automático, o DEA, dispositivo em que a Cmos Drake foi pioneira e item que se faz necessário em qualquer ambiente devido ao risco de infarto. Como as mortes por essa causa também aumentaram no período, o mundo também passou também a reconhecer mais a importância de itens como esse”, explica o executivo.

E nesse cenário, enquanto o Brasil cresce, o restante do mundo fecha no vermelho. O mesmo relatório da ABIMO mostrou que em 2021, o comércio internacional registrou déficit de US$ 4,1 bilhões na balança comercial. Até as vendas do mercado externo ficaram aquém, com pequeno decréscimo de 1,6% no mesmo período. Neste sentido, Marco enxerga boas projeções para o setor no Brasil.

“O que posso confirmar é que o Brasil é um país com grande potencial para a produção de equipamentos médicos hospitalares e o mundo já sabe disso. Aliás, somos altamente demandados e já figuramos entre as referências no setor. Um exemplo foi em 2019. Um relatório da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS) revelou que o Brasil alcançou US$ 621 milhões em exportação de equipamentos. Ficamos acima dos EUA, que em 2018, foram US$ 161,8 milhões. É muito positivo visualizar dados como esses que reforçam o potencial que a indústria brasileira de equipamentos médicos tem enquanto potência”, finaliza o presidente da Cmos Drake.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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