Setor de lavanderia reage e faturamento supera o verificado na pré-pandemia

Setor de lavanderia reage e faturamento supera o verificado na pré-pandemia

Proprietária da Lavoutique diz que boa parte dos consumidores não usa os serviços de lavanderia por desconhecimento e não pela falta de dinheiro

Depois de passar por momentos difíceis, principalmente no primeiro ano da pandemia, que forçou o fechamento das lojas, em função dos diversos lockdown, o setor de lavanderias vem se recuperando e os serviços para alegria dos empresários estão aumentando gradativamente.

Aliás, o mercado de lavanderia é um bom nicho de negócio para ser explorado. E isso pode ser constatado pelos números do Sindilav, que é o representante oficial das empresas do setor. Só para se ter uma ideia, mais de 20% da população economicamente ativa são considerados clientes em potencial das lavanderias brasileiras, que lavam, em média, mais de 8 mil toneladas diárias de roupas.

Eu conversei com a empresária Birgit Keller Marsili (foto acima), proprietária da Lavoutique, e ela me contou que a pandemia fez com que os consumidores mudassem a forma de utilizar os serviços de lavanderia. Hoje os consumidores estão buscando mais comodidade e, neste sentido, é fundamental contar com um bom serviço de delivery para facilitar a vida dos clientes. As entregas também passaram a ser mais rápidas, girando hoje em torno de dois dias úteis. Outra característica observada neste período de pandemia é que aumentou a demanda pela lavagem de roupas de cama, em função dos produtos utilizados pelas lavanderias e pela esterilização das peças.

Birgit e Driano Marsili sócios-proprietários da Lavoutique.

A CEO da Lavoutique, que tem duas lojas em Curitiba, também chama a atenção para outros serviços que estão voltando com grande intensidade. É o caso da lavagem de vestidos de noivas e roupas de festas. Segundo Birgit Marsili, nos primeiros dois anos da pandemia, foram lavados apenas três vestidos de noiva na sua lavanderia. Hoje são oito por semana. O faturamento da lavanderia também aumentou e está 20% acima do verificado no período pré-pandemia.

A empresária observa que uma boa parte da população ainda não utiliza os serviços de lavanderia por desconhecimento das vantagens que obterá, e não por falta de dinheiro. De acordo com ela, uma roupa lavada em lavanderia, que emprega todas as técnicas determinadas na etiqueta, dura sete vezes mais. Também quando se faz a conta na ponta do lápis, considerando os custos de energia elétrica, água e tempo gasto, o serviço de lavanderia não é caro, pelo menos é o que assegura a dona da Lavoutique, que trabalha com equipamentos de alta tecnologia importados da Itália e Suécia e produtos biodegradáveis.

O setor de lavanderias também tem se preocupado com a sustentabilidade e com o uso racional de água.  O próprio Sindilav tem recomendado a seus associados o uso de insumos não poluentes e que não agridam o meio ambiente. Embora os custos de controle ambiental sejam muito altos, o setor vem gradativamente se adequando e hoje possui um bom nível tecnológico de controle de atividades, de forma a se manter ambientalmente correto, atendendo a legislação específica.

No caso específico da Lavoutique, a empresa desde que foi criada, tem investido em sustentabilidade com o retorno dos cabides e dos plásticos, além da lavagem a seco em circuito fechado.

Aliás, a Lavoutique foi a primeira lavanderia do Brasil a assinar o Pacto Global de Sustentabilidade da ONU.

Crédito das fotos: Ale Maya

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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