Cartão Material Escolar precisa ser ampliado para todo o Brasil

Cartão Material Escolar precisa ser ampliado para todo o Brasil

Defensores do programa garantem o sucesso da iniciativa que já foi implantado em diversas cidades pelo país

Disponibilizar os recursos dos programas de material escolar e uniformes diretamente para os pais de alunos para a aquisição no período de volta às aulas. O Cartão Material Escolar (CME), projeto que já funciona na cidade de São Paulo há dois anos, vem ganhando espaço em outros municípios pelo país. E precisa avançar mais, de acordo com os participantes do painel “Cartão Material Escolar — Potencialize as vendas da sua papelaria”, durante a Escolar Office Brasil, que encerra nesta quarta-feira (3), no Expo Center Norte.

O programa é um benefício que possibilita que a família dos alunos adquiram os materiais escolares de seus filhos por meio de um cartão ou aplicativo diretamente nas papelarias cadastradas pela Secretaria de Educação. Para João Scortecci, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica Regional do Estado de São Paulo – Abigraf-SP, que mediou o debate, o projeto traz vantagens para toda a cadeia econômica, especialmente para as papelarias. “Ele gera emprego no comércio local, garante o aumento da arrecadação de impostos locais, garante a qualidade dos produtos e evita atrasos na entrega dos materiais para os alunos”.

Sidnei Bergamaschi, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares – ABFIAE, destacou que o Cartão Material Escolar valoriza a papelaria. É um varejo sazonal, que tem o forte das vendas na volta às aulas. Cada vez que se coloca pais e alunos para comprar dá-se uma sobrevivência às lojas, além de fazer o dinheiro girar dentro da cidade, estimulando o comércio local”.

Outro fator positivo, de acordo com Bergamaschi, é a necessidade de aquisição dos materiais dentro de uma lista pré-definida. “É dada a possibilidade do aluno fazer algumas escolhas, mas de acordo com um kit listado pelo programa”, explicou.

A executiva da Associação dos Distribuidores de Papelaria – Adispa, Marcia Alves, lembrou que “há 10 anos a entidade leva a bandeira do Cartão Material Escolar”. “É um modelo no qual acreditamos, pois ajuda no fomento do mercado local, ao contrário do sistema tradicional onde a prefeitura faz a licitação para a compra de kits que serão distribuídos aos alunos. E as compras ficam centralizadas, muitas vezes distantes do município”.

Pagamento

A prefeitura de São Paulo iniciou o programa do Cartão Material Escolar em 2020. Em 2021 haviam 232 lojas físicas cadastradas para atender os alunos. Este ano este número saltou para 357 lojas. Vanessa Conde Carvalho, coordenadora de Contratos de Serviços e Fornecimento da COSERV, da prefeitura de São Paulo, disse que este ano o desenvolvimento do projeto “está acontecendo de forma surpreendente”. “Tivemos dificuldades no início por ser algo novo, mas foram acontecendo ajustes e hoje temos, por exemplo, um único meio de pagamento para uniformes e materiais escolares, enquanto em 2021 eram duas formas distintas de pagamento, o que agilizou o processo e facilitou para pais de alunos e lojistas”.

Já as papelarias cadastradas mostraram satisfação com o programa. A empresária Tatiana Yamada lembrou que seu faturamento “teve uma melhora muito grande”. “O credenciamento não é difícil. Exigem bastante papéis, mas nada que um contador não consiga resolver. Já a prefeitura paga semanalmente sem falta, o aplicativo é super tranquilo e, no fim do dia, basta enviar os cupons das compras para a prefeitura.”

Kátia Rodrigues, que possui uma pequena papelaria no bairro Socorro, em Santo Amaro (SP), se cadastrou para o programa em 2020, mesmo ano em que adquiriu a loja. E garante que só adicionou ao negócio. “Meu faturamento multiplicou por cinco e tive que dobrar o número de funcionários, pois a demanda aumentou muito”, garante.

Outra vantagem de participar do projeto, segundo Kátia, é que geralmente os pais compram outros produtos além do kit definido pelo contrato do Cartão Material Escolar. “Também ficamos mais conhecidos no bairro, pois ao procurarem as lojas cadastradas, as famílias encontram nossa loja”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *