O que esperar da economia brasileira até o final de dezembro?

O que esperar da economia brasileira até o final de dezembro?

Especialista afirma que a inflação deve ficar controlada, mas os preços continuarão altos e o reflexo das medidas pré-eleição poderão ser sentidos em 2023

O desempenho da economia brasileira até o final do ano pode ser motivo de entusiasmo, principalmente por parte de alguns segmentos da população que serão beneficiados com a PEC Kamikaze (o apelido surgiu nos bastidores, porque a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, considerava suicida para as contas públicas), que prevê a liberação de gastos do governo federal para a criação de novos benefícios sociais ainda em 2022, ou seja, a menos de três meses das eleições.

“A PEC vai injetar mais dinheiro na economia, o que talvez evite, por exemplo, aquilo que estava previsto antes, ou seja, um ou dois trimestres de recessão. Além disso, deve fazer com que o PIB cresça um pouco em relação às previsões anteriores, porém ainda muito distante de uma retomada sustentada. Vale lembrar que a redução do ICMS também pode ajudar a controlar a inflação, quero dizer, só deixará de subir, mas os preços continuarão altos”, explica Ricardo Balistiero, doutor em Economia e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Pior cenário em 2023

O economista ainda lembra que, até o final do ano, o desemprego deverá continuar na casa dos dois dígitos, mas o pior cenário para a economia em geral ainda chegará, em 2023. “Todas essas medidas que o governo está adotando agora para controlar a inflação terão reflexo no próximo ano. O País está aumentando a dívida para custear a PEC, redução do ICMS, Auxílio Brasil etc. Teremos mais inflação no ano que vem, redução de PIB e redução de investimentos, como já está acontecendo nas áreas de saúde e educação, além da desmoralização por parte do governo com a responsabilidade fiscal do País”, alerta Balistiero.

Outras ações governamentais, especialmente em função da busca de popularidade visando às eleições, podem ajudar a refrescar o segundo semestre deste ano, como o adiantamento do 13º salário para aposentados e pensionistas, a permissão de saque de até R$ 1 mil do FGTS, o pagamento do abono salarial atrasado de 2020, entre outros.

“No entanto, muitas dessas medidas já chegam defasadas para os beneficiários, devido à persistência da inflação alta, que tem diminuído muito o poder de compra das camadas de baixa renda, mas também se faz sentir sobre as famílias de classe média. Na combinação com um mercado de trabalho frágil, que gera mais ocupações informais e rebaixa o rendimento médio, a massa de rendimentos reais não cresce e não fomenta a demanda”, conclui Balistiero.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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