19% das escolas particulares estão com dificuldade em manter os salários dos funcionários em dia

19% das escolas particulares estão com dificuldade em manter os salários dos funcionários em dia

O Escolas Exponenciais, instituto líder em pesquisas educacionais e parceiro de apoio estratégico para a evolução das escolas, acaba de divulgar a pesquisa nacional “Escolas Exponenciais”, a maior já feita entre escolas particulares no Brasil. Os dados mostram que 19% das unidades pesquisadas estão com dificuldade em manter os salários dos funcionários em dia – no ano passado, eram 22%. A taxa média de inadimplência se manteve estável nos últimos dois anos, em 10%.

A pesquisa identificou que as escolas estão otimistas com o ganho de alunos e já programam novos investimentos: 82% das unidades disseram que pretendem investir em melhorias até o fim do ano. Ainda assim, a taxa média de ocupação das salas de aula é de 66% da capacidade instalada nas escolas particulares. Esse número aponta que o setor privado, sem realizar novos investimentos, pode receber cerca de 3,7 milhões de alunos, além dos atuais.

O levantamento mostra ainda que a situação financeira das famílias tem impactado menos as instituições de ensino particulares brasileiras. Em 2021, 56% delas relataram ter perdido alunos ao longo do ano por problemas financeiros dos pais. Em 2022, esse número caiu para 41%. Além disso, 64% das escolas responderam ter ganho alunos neste ano. Em 2021, apenas 31% tinham aumentado o número de matrículas.

Em 2021, o levantamento nacional do Instituto Escolas Exponenciais contou com mais de 500 escolas particulares, de 25 estados. Já este ano, foram 764 escolas, um aumento de 53% em relação ao ano anterior, em 276 cidades, nos mesmos 25 estados e 150 mil respondentes.

“A pesquisa traz para a escola a possibilidade de ouvir seu público e, assim, planejar novas estratégias. Essa escuta com as famílias permite às escolas entender onde precisam melhorar ou enxergar o que estão fazendo de forma acertada”, diz Kely Gouveia Teixeira, gerente na Escolas Exponenciais.

Troca de escolas

Oito a cada dez pais não pensam em trocar os filhos de escola no próximo ano, conforme mostrou a pesquisa. Entre os motivos mais apontados para a satisfação com o colégio estão o cuidado da equipe com os filhos e a qualidade na formação acadêmica dos alunos.

Os dados mostram que, na média, a fidelização dos pais continua semelhante ao ano de 2021, quando 81% deles não tinham a intenção de trocar os filhos de escola – a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.Entre os 21% que pensam em trocar de escola, 10% disseram estar decididos com a mudança. Entre os motivos mais apontados para essa decisão, está a pouca abertura para o relacionamento com aqueles que atuam com seus filhos (16%), localização distante de onde moram (16%) e pouca divulgação das atividades pedagógicas desenvolvidas (15%).Entre os que ainda cogitam a mudança, 33% afirmaram que a troca ocorre por questões financeiras. Dentro desse grupo, 45% diz que vai procurar escolas com mensalidades mais baratas e 36% diz que ainda vai tentar negociar descontos com a unidade atual.

De acordo com a pesquisa, o índice de satisfação (NPS) dos pais com as escolas caiu em relação ao ano passado, chegando a 71 pontos contra 74 de 2021, porém, ainda é superior ao período pré-pandemia (64 pontos em 2018). Isso pode significar que os pais estão saindo das escolas também por problemas pedagógicos.

“Se o problema é de relacionamento ou no ensino, a escola precisa repensar a sua essência, o que está fazendo de errado com os alunos”, conclui Fabrício de Paula Silva, pesquisador do Escolas Exponenciais e especialista em educação.

Silva avalia ainda que a insatisfação de parte das famílias com o desenvolvimento pedagógico pode ser consequência da readaptação à rotina presencial após a pandemia.

“No ano passado, muitas escolas continuavam com o ensino remoto ou híbrido e isso impactava nas avaliações. As notas dos alunos estavam um pouco maquiadas, dados os limites existentes para a realização de avaliações à distância, com os instrumentos utilizados não necessariamente medindo de maneira precisa o aprendizado dos alunos”, diz.

Para o pesquisador, parte dos pais pode estar insatisfeita com as atividades pedagógicas porque os filhos tiveram queda no rendimento escolar com a retomada das avaliações presenciais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *