Mídia britânica destaca proposta brasileira de reformulação da CVM

Mídia britânica destaca proposta brasileira de reformulação da CVM

O portal britânico “Responsible Investor”, especializado em governança corporativa, publicou reportagem destacando um movimento entre investidores brasileiros de cobrar mudanças na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de proteger acionistas minoritários de abusos cometidos por controladores.

Em seu título, a reportagem informa que “o código de administração do Reino Unido fornece inspiração para impulso da governança brasileira”. O portal entrevista o conselheiro independente Geraldo Affonso Ferreira, que se diz “muito impressionado” com as reformas recentes no regramento do mercado de capitais do Reino Unido e que elas podem servir de exemplo para o Brasil.

O governo britânico ordenou uma revisão de sua autoridade regulatória após a revelação de uma série de irregularidades contábeis entre 2016 e 2018, em empresas como Carillion, Patisserie Valerie e BHS.

O resultado deste movimento será a criação da Autoridade de Auditoria, Relatórios e Governança (ARGA – Audit, Reporting and Governance Authority), que irá substituir o atual regulador, Financial Reporting Council (FRC), a partir do próximo ano.

Geraldo Ferreira defende uma reformulação semelhante na CVM. Ele aponta que os acionistas minoritários têm sido prejudicados por mudanças de entendimento e decisões da entidade, que autorizam o voto de contraladores em matérias com conflito de interesse.

O conselheiro também propõe mais pluralidade no colegiado da CVM, hoje formado exclusivamente por advogados. Para ele, a diversidade cognitiva – reunião de pessoas com capacidades e experiências diferentes – contribuiria para a resolução dos desafios do mercado de capitais.

Ferreira é membro do Comitê Executivo do Código Brasileiro de Stewardship – termo que designa a gestão responsável de recursos dos investidores em companhias abertas. Na entrevista ao portal britânico, ele conclama os acionistas minoritários a se engajarem mais nas discussões dos conselhos de administração das empresas em que investem.

Os comentários de Ferreira foram endossados por Michiel van Esch, especialista da Robeco, signatária do novo código britânico. “No mercado brasileiro, as práticas de stewardship estão, geralmente, abaixo do nível do que vemos na maioria dos mercados desenvolvidos”, disse.

“Muitas empresas brasileiras listadas (em Bolsa) são controladas por um acionista majoritário, com conselhos que carecem de diversidade e independência, limitando as proteções aos acionistas minoritários. Há espaço para melhorias tanto na governança quanto na sustentabilidade”, acrescentou van Esch.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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