Pós-graduação no exterior turbina carreira de profissionais sênior

Pós-graduação no exterior turbina carreira de profissionais sênior

Em meados de setembro, Regina Chau, 58 anos, pisou pela primeira vez na University of Greenwich, em Londres, como estudante regular do Master’s in Landscape and Architecture. Formada em Arquitetura desde 2015, ela já atuava no ramo da construção civil desde 1996, mas decidiu cursar um programa de pós-graduação no exterior para turbinar o currículo e descobrir novas possibilidades para a carreira. Assim como Regina, brasileiros com mais de 50 anos têm buscado, cada vez mais, oportunidades em instituições de ensino estrangeiras, um movimento que não puderam fazer na juventude.

Nos últimos anos, há uma avalanche de brasileiros indo para o exterior. De acordo com dados mais recentes do Itamaraty, de 2020, o número de cidadãos brasileiros vivendo fora do país nunca foi tão alto: 4,2 milhões. O volume representa um aumento de 35% em dez anos. Os motivos são diversos e vão da descoberta de mercados em que a qualificação profissional ou acadêmica é mais valorizada à realização de projetos e objetivos pessoais. É o caso de Regina. “Eu decidi que precisava ter essa experiência porque adiei algumas etapas da minha vida em prol da família e do trabalho, mas agora sinto que ainda sou capaz de dar continuidade ao que deixei de fazer lá atrás. Então, abri a gaveta e tirei de lá muitos papéis amarelados pelo tempo: diplomas, históricos e sonhos que eu já havia arquivado”, conta.

Em termos de salário e empregabilidade, a decisão que ela tomou parece ter sido acertada. No Brasil, o número de desempregados com mais de 50 anos chegou a 1,4 milhão em 2021, segundo pesquisa da consultoria Idados. O mercado de trabalho nacional demonstra dificuldade em absorver essa mão-de-obra. Enquanto isso, estudos realizados em todo o mundo demonstram que ter uma vivência acadêmica no exterior aumenta de forma significativa as chances de contratação.

Para Leonardo Trench, diretor da Gradeup Education Consultancy, especializada na preparação e orientação de estudantes e profissionais de todo o Brasil para programas acadêmicos no exterior, “cursar uma graduação ou uma pós-graduação no exterior é uma decisão que vale como aprimoramento pessoal, não importa qual é o objetivo. Quem volta de um período como esse tem muito mais chances de se inserir no mercado de trabalho seja aqui, seja em qualquer parte do mundo”.

Empregabilidade e novas oportunidades

Não é apenas uma questão de melhorar o currículo para ganhar mais ou ter mais chances de ser contratado no Brasil. Muitas dessas pessoas que saem daqui para estudar acabam não retornando porque encontram, lá fora, oportunidades imperdíveis. Alessandra Queiroz Russel (foto acima), 57 anos, tinha 20 anos de carreira no Direito quando saiu de Fortaleza para cursar International Dispute Resolution LLM na University of Westminster, também em Londres, em 2016. Depois de finalizar o programa, ela acabou sendo convidada a lecionar na mesma instituição e na Universidade de Bournemouth, onde está até hoje. “A ideia era fazer o mestrado e voltar para o Brasil. Eu sempre quis trabalhar na área acadêmica, mas ter vindo para a Inglaterra foi o que permitiu que esse objetivo se concretizasse. Não esperava ter a oportunidade de lecionar aqui mesmo, na Europa”, explica.

“Atualmente o intercâmbio acadêmico está deixando de ser exclusividade dos mais jovens, daqueles que estão terminando o Ensino Médio, porque as pessoas estão percebendo que podem ter todo um universo de experiências pessoais e profissionais quando se propõem a desbravar novas culturas”, diz Trench. Toda essa procura fez desse mercado uma super potência econômica. A Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta) estima que o setor movimente mais de US$ 1,3 bilhão todos os anos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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