Aumento de liberdade econômica tende a melhorar o IDH dos países

Aumento de liberdade econômica tende a melhorar o IDH dos países

Melhor ambiente de negócios tem influência significativa na qualidade de vida, na longevidade, na renda e na educação

De acordo com levantamento que será divulgado na próxima segunda-feira (21) pelo Instituto Millenium, o aumento de liberdade econômica tende a melhorar o comportamento do Índice de Desenvolvimento Humano  (indicador que mede a saúde, a educação e a renda de uma localidade) mais do que políticas redistributivas. O estudo, que analisou dados de mais de 80 países, é de autoria do mestre em Economia e especialista do think tank, Lucas Pedrosa.

A pesquisa mostrou que o grau de desenvolvimento humano está relacionado positivamente com o nível de liberdade econômica, pois estatisticamente há uma relação forte entre essas variáveis. “O aumento da liberdade econômica tende a majorar o IDH. A relação, além de positiva, possui um coeficiente de determinação de 52,09%. Isto é, mais da metade do aumento no nível de desenvolvimento humano pode ser explicada pela elevação da liberdade econômica de um país”, afirmou o autor.

Segundo Pedrosa, variáveis que assegurem propriedade privada, segurança jurídica, menos impostos, menor gasto público e melhor ambiente de negócios possuem grau de influência significativo na qualidade de vida, na longevidade, na renda e na educação da sociedade.

O documento também verificou que a liberdade econômica influencia mais positivamente o IDH do que políticas redistributivas. Segundo trecho do paper, a desigualdade explica somente 11,40% do Índice de Desenvolvimento Humano: “A relação entre o desenvolvimento humano e a desigualdade é negativa, porém fraca. Assim, apesar da desigualdade atrapalhar o desenvolvimento humano, não há evidências de que seja a variável mais importante para tal”, avaliou Pedrosa.

O levantamento concluiu que as políticas públicas que visam elevar o grau de desenvolvimento humano em um país deveriam antes criar mecanismos que ampliem a liberdade econômica, em vez de somente focar nos aspectos atinentes à justiça social.

“O debate a respeito de redução de desigualdades, a despeito de seus méritos no quesito de justiça social, deixa a desejar nos seus fins – ele pouco eficiente na consecução do desenvolvimento humano, tendo baixo impacto. Em contraposição, a liberdade econômica, pouco debatida, tem um efeito muito mais forte no incremento do desenvolvimento humano”, analisou o especialista.

O levantamento analisou a série histórica do IDH mundial; do índice GINI como medida de desigualdade e estimativas da renda ou despesa do quintil mais rico (quinto da população) como uma parcela da receita ou despesa total; do Índice de Liberdade Econômica (ILE) da Heritage; e do PIB per capita. De posse desses dados, foram realizadas regressões lineares entre os índices, testes estatísticos e cálculos de correlação. As regressões foram cross-section, com toda a série de dados referente ao ano de 2018, exceto o ILE que é de 2021.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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