Catar registra aumento de 40% na importação de frango do Brasil

Catar registra aumento de 40% na importação de frango do Brasil

Frangos representam 52% dos produtos exportados para o país árabe e carnes bovinas somam 9%

A Copa do Catar tem estampado os jornais do mundo inteiro, com notícias sobre os jogos e polêmicas. Porém, o que poucos brasileiros sabem é que o país Árabe conta com uma relação comercial com o Brasil que viu, em 2022, um crescimento. Um exemplo disso está nos dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que mostrou um aumento de 40% do volume de carne de frango comprada do Brasil.

É possível pensar que um churrasco no Catar pode ter um sabor reconhecido pelo brasileiro. Isso porque 52% dos produtos exportados pelo Brasil, com destino a nação do Golfo Persa, são aves, frescas, refrigeradas ou congeladas. Já a carne bovina representa 9%. O preço do quilo comercializado no Catar hoje é de US$ 5,63 – na conversão de hoje, podemos dizer que não sai por menos de R$ 29,93. (USD / 1 kg, Fonte: GlobalProductPrices.com)

Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada na assessoria para o comércio exterior, explica que o crescimento na demanda de carnes brasileiras é uma tendência em alguns mercados. “É claro que a Copa do Mundo influencia no aumento da exportação de carnes para o Catar. Porém, a demanda para as carnes bovina e de frango brasileiras tem aumentado consideravelmente no mercado externo”, explica o executivo.

A carne bovina é altamente consumida no país da copa, assim como o cordeiro, os principais pratos da gastronomia do Catar são a base das proteínas. Com a alta demanda de turistas na região, o consumo praticamente triplicou. O preço da saloona (cozido de carne bovina com legumes) para duas pessoas, na fase da copa está custando em média R$ 292,00.

Entre janeiro e outubro de 2022, o Catar também importou expressivamente o minério brasileiro, principalmente o ferro e seus concentrados, algo que representou mais de 20% das importações do país árabe, dentre os produtos do Brasil. “O futebol move o mundo, quando nós observamos o crescimento do esporte em algum país e principalmente em eventos de grande porte, não são apenas os países sede que são beneficiados, mas toda a cadeia comercial internacional”, explica o executivo, que também é diretor do Juventude.

Mas a produção do agronegócio brasileiro também conta com a parceria com o Catar. Um exemplo disso está no produto que mais importamos do país: os fertilizantes. No total, os adubos e fertilizantes representaram cerca de 74% dos produtos importados pelo Brasil no Catar.

“Acredito que eventos como a Copa do Mundo podem aproximar as relações entre os países. Dessa forma, é claro que podemos ver mais acordos sendo firmados após o evento. Porém, é necessário verificar como o novo governo está abordando o tema, se mandou representantes para o país ou se planeja aproximar os dois países”, explica Pizzamiglio.

Por mais que a parceria com o Catar seja benéfica para o Brasil, ainda há muito para desenvolver na relação comercial entre os países. Mas é certo que no ferro dos estádios novos e no churrasco, podemos ter um pouquinho mais do nosso país na Copa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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