Copa do Mundo aquece o mercado de cervejas no País

Copa do Mundo aquece o mercado de cervejas no País

Setor projeta crescimento de 8% nas vendas, atingindo 15,4 bilhões de litros em 2022

Com a proximidade da Copa do Mundo do Catar, que acontece entre 20 de novembro e 18 de dezembro, a indústria da cerveja se prepara para o evento que é considerado o maior do setor, pois reúne duas paixões dos brasileiros: a cerveja e o futebol. Após as restrições impostas pela pandemia da Covid-19, será um momento de celebrar, de encontrar a família e os amigos para assistir aos jogos, com o ineditismo de ser realizada em um mês mais quente.

De acordo com um levantamento realizado pela empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), em 2021, o volume de vendas do setor foi de 14,3 bilhões de litros, um crescimento de 7,7% ante a 2020.

Para este ano, as projeções apontam para um incremento de aproximadamente 8% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo um volume de vendas em mais de 15,4 bilhões de litros, consolidando o país como o terceiro maior fabricante, atrás de China e Estados Unidos.

“A volta dos grandes eventos como a Copa do Mundo, festivais e a chegada do verão vai aquecer ainda mais a indústria da cerveja. Após a flexibilização imposta pela pandemia da Covid-19, a expectativa é que o consumo retorne com mais força em bares e restaurantes, local favorito os brasileiros para consumo de cerveja”, explica o superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.

Antes da pandemia esse segmento, conhecido com on-trade, totalizava 62% do consumo da bebida, enquanto o off-trade, pontos de venda como supermercados, hipermercados, mercearias, dentre outros que não são especializados em consumo de cerveja no próprio ambiente) girava em torno de 38%, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International, encomendada pelo Sindicerv.

Durante a pandemia, em 2021, com as restrições de funcionamento de bares, o consumo migrou para dentro de casa e o off-trade subiu para 41,6%, totalizando 5,9 bilhões de litros de cerveja comercializadas, enquanto o desempenho do consumo de cerveja fora do lar passou a registrar 58,4% – o que representa 8,4 bilhões de litros.

Zero álcool em alta

Apesar de ainda representar uma parcela discreta do consumo total do mercado, a categoria de cerveja sem teor alcoólico foi considerada uma das mais bem-sucedidas nas vendas ao varejo em 2021. Segundo levantamento da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International para o Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja), esse segmento registrou volume de 284,6 milhões de litros, um aumento em 44% em relação ao ano anterior.

“Na Copa esse segmento poderá ganhar ainda mais força, pois é uma excelente opção para quem deseja acompanhar os jogos e consumir uma bebida bem gelada de uma forma mais responsável”, enfatiza o superintendente.

A busca do consumidor por um estilo de vida mais leve, saboroso e equilibrado e os investimentos do setor em inovação impulsionaram a categoria que espera crescer 37,6%, chegando a quase 400 milhões de litros no mercado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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