Pausa no expediente durante a Copa afeta produtividade da equipe?

Pausa no expediente durante a Copa afeta produtividade da equipe?

A Copa do Mundo no Catar já começou. A torcida é que o Brasil chegue à final do campeonato mundial, e dessa forma, os jogos irão acontecer até o dia 18 de dezembro. Aqui no Brasil, já se tornou uma tradição a liberação dos funcionários nos horários dos jogos da seleção brasileira. Apesar de não ser obrigatório, a empresa pode negociar, por exemplo, compensação em banco de horas. Com os espaços dos escritórios vazios, devido à migração para o home office ou trabalho híbrido, as empresas estão investindo em telões para assistir aos jogos, happy hour, decoração temática, comidas, atividades e prêmios. Tudo para engajar os funcionários.

Mas será que essa pausa no expediente pode afetar a produtividade? A especialista Tathiane Deândhela afirma que o ideal é encontrar um caminho viável tanto para a empresa, quanto para os funcionários. A empresa da área de tecnologia Athenas revela que mesmo no formato 100% remoto optou pelas pausas durante os jogos da seleção brasileira.

“Conceder ou não essa pauta durante os jogos depende bastante da cultura da empresa. Muitas equipes já tem uma tradição de assistirem aos jogos juntos, compartilhando daquele momento e isso é superprodutivo, pois aumenta o engajamento entre os funcionários, além de levar a energia lá pra cima. Por outro lado, existem organizações em que não faz parte da cultura essas pausas, nem há tanta paixão assim pelo futebol. Nestes casos, não faz sentido dispensar os colaboradores. O ideal é sempre avaliar o clima entre os colaboradores e encontrar um caminho que seja viável para todos. No caso do Instituto Deândhela, que sou idealizadora, por exemplo, na Copa de 2016, não era um habito da equipe acompanhar os jogos, então continuamos os trabalhos normalmente. Mas fizemos questão de manter aquele clima de festa, com direito a vuvuzela e escritório decorado”, revela Tathiane Deândhela.

A especialista em produtividade ressalta que, pela legislação, as empresas não são obrigadas a liberar os funcionários nos horários dos jogos. Apenas órgãos públicos já publicaram uma portaria autorizando a liberação. Dessa forma, caso a empresa opte por liberar os funcionários, a comunicação de como isso será feito é essencial.

“Se as horas forem concedidas em contrapartida a desconto em banco de horas, por exemplo, ou se for realizada uma reposição desses horários. Tudo isso precisa ser combinado e informado. O mais importante é que o diálogo seja estabelecido e que ambos os lados estejam cientes das condições estipuladas durante o período dos jogos”, alerta Deândhela.

“Essa pausa para que os funcionários possam assistir aos jogos pode, sim, contribuir para aumentar o engajamento não apenas dos funcionários com a empresa, mas também entre os próprios funcionários, em especial no contexto de que muitas empresas migraram para o formato híbrido ou home office”, explica Tathiane.

Tatiane Batista Lang, do setor de marketing da empresa Athenas, que atua com tecnologia voltada para planejamento e soluções para portos, armazéns e terminais no Brasil, relata que os funcionários trabalham atualmente 100% de maneira híbrida, mas mesmo assim optaram por fazer uma pausa nos horários dos jogos da seleção brasileira.

“Dentro das empresas, em especial na área tecnologia, temos uma rotina de trabalho bem intensa. Na Athenas, como estamos muito conectados com nossos clientes, tivemos que fazer organizar como será essa pauta. Chegamos ao consenso de que vamos ficar 2 horas off, durante os jogos do Brasil, curtindo cada um na sua casa, e no que chamamos de “resenha virtual, pelo WhatsApp. Antes e depois vamos trabalhar normalmente. Nos jogos que começam as 16h, nos demos autonomia para as equipes avaliarem como estão suas entregas de demandas e compromissos da semana. Então cada um decide se nesses dias específicos, vai voltar a trabalhar após os jogos, ou se precisa retornar para dar um up nas demandas. Acreditamos que dessa maneira a produtividade do time não é afetada, e ao mesmo podemos ter um momento de descontração assistindo os jogos da Copa”, conclui Tatiane.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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