8 tendências para o mercado de trabalho em 2023

8 tendências para o mercado de trabalho em 2023

O mercado de trabalho passou por transformações importantes em 2022, principalmente com atenção às pautas de diversidade, equidade, inclusão e saúde emocional para as organizações. Lideranças de diferentes setores passaram a olhar para a saúde mental com mais atenção, visando promover a construção de ambientes psicologicamente seguros e fortalecendo o compromisso com a agenda ESG.

Apesar dos avanços conquistados, o caminho para 2023 ainda é longo, segundo Carine Roos (foto), CEO e fundadora da Newa, empresa de consultoria. “No ano que vem, a pauta de ESG virá ainda mais forte e com marcos importantes. Até 2026, por exemplo, as companhias em todos os níveis de listagem da B3 terão de ter pelo menos uma mulher e um membro da comunidade minorizada (pessoas pretas , integrantes da comunidade LGBTQIAP+ ou pessoas com deficiência) em seus conselhos de administração ou diretoria estatutária”. Com o objetivo de transformar essa realidade, Carine elenca 8 tendências que estarão em alta em 2023 no que diz respeito à gestão de pessoas.

1. Investir em DE&I é a coisa certa a fazer:  Colocar as pessoas acima do negócio é uma forma de mostrar aos colaboradores o quanto a empresa valoriza e respeita cada funcionário que compõe o time.

2. Reforçar a equidade e a inclusão de gênero: Para além de cumprir metas de diversidade, estamos falando como verdadeiramente incluir as mulheres dentro da organização criando políticas e processos claros que respeitem, valorizem e promovam as mulheres.

3. Expandir a definição do que é diversidade pelas lentes da interseccionalidade: Mais do que nunca, as organizações devem levar em conta a complexidade que somos e pensar de forma sistêmica as intersecções nos grupos de afinidade. Ex: se sou uma mulher, negra, periférica e lésbica devo me engajar em qual grupo de afinidade? No de raça? No de LGBTQIAPN+? No de classe? Em outras palavras, longe de universalizar opressões, as empresas e lideranças devem entender como as intersecções operam em conjunto e que sistematicamente excluem grupos minorizados do poder e pensar de forma sistêmica suas políticas e processos.

4. Ampliar o sentimento de pertencimento e aceitação: Os funcionários desejam se sentir pertencentes e aceitos por quem são e não se enquadrarem na caixa que os empregadores os colocam. Hoje, mais gerações são reconhecidas no local de trabalho do que nunca. Compreender e ouvir cada faixa etária incentivará o crescimento, a aceitação, a equidade e a inclusão.

5. Focar em contratações de lideranças diversas e conscientes: Embora haja um foco contínuo em atrair e reter uma força de trabalho mais diversificada, a contratação de diversidade no nível de liderança será o centro das atenções. Por fim, a execução de DE&I será focada em gerentes que sejam conscientes de seus vieses e busquem atuar para um tratamento mais justo e ético de seus colaboradores.

6. Promover bem-estar e qualidade de vida do funcionário: É possível ser feliz no trabalho? Quando, verdadeiramente, há um desejo de fazer o colaborador se sentir pertencente à organização em um ambiente psicologicamente seguro onde há o reconhecimento e a valorização das necessidades individuais e da organização, há aumento de engajamento e satisfação dos colaboradores em um movimento win-win.

7. Oferecer benefícios que apoiem a saúde mental: A organização precisa estar atenta às políticas que beneficiem o bem-estar dos colaboradores, como permitir horários flexíveis, oferecer aulas de ginástica e meditação no local e fornecer acesso à terapia e a um programa de assistência de saúde física e mental.

8. Apostar em dados e métricas: O tema comum quando se trata de implementar mudanças é a falta de dados consistentes. Aqueles que podem coletar e analisar dados de recrutamento de DE&I mais rapidamente são aqueles com maior probabilidade de obterem uma vantagem competitiva na luta para atrair e reter os principais talentos diversificados.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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