Mercado de equipamentos da linha amarela manterá o crescimento sustentável em 2023

Mercado de equipamentos da linha amarela manterá o crescimento sustentável em 2023

O mercado de máquinas está otimista para 2023. Para 64% dos entrevistados do inédito Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção o setor deve crescer no próximo ano. As expectativas para a economia brasileira, para as empresas e para a construção são também positivas para 87%, 83% e 74% dos entrevistados, respectivamente.

O Estudo de Mercado estima que as vendas em 2023 tenham uma elevação da ordem de 4% tanto para o segmento de máquinas da linha amarela como todo o setor de equipamentos para construção. Entretanto, Mario Miranda, coordenador do Estudo de Meracdo e consultor da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), explicou no Tendências no Mercado da Construção, que a indústria está preparada para um crescimento maior. “Nossa estimativa é crível, mas pode ter um viés de alta. Se a demanda for muito maior, é importante lembrar que a reação dos fabricantes demora entre 120 a 140 dias”.

Miranda avaliou ainda que o cenário do próximo ano pode ser desafiador, devido a conjuntura econômica incerta, a desaceleração da economia mundial (PIB Global estimado de 2,7%), a alta dos juros e um espaço menor de investimentos para infraestrutura no orçamento público.

O mercado de máquinas está otimista para 2023. Para 64% dos entrevistados do inédito Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção o setor deve crescer no próximo ano. As expectativas para a economia brasileira, para as empresas e para a construção são também positivas para 87%, 83% e 74% dos entrevistados, respectivamente.

O Estudo de Mercado estima que as vendas em 2023 tenham uma elevação da ordem de 4% tanto para o segmento de máquinas da linha amarela como todo o setor de equipamentos para construção. Entretanto, Mario Miranda, coordenador do Estudo de Meracdo e consultor da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), explicou no Tendências no Mercado da Construção, que a indústria está preparada para um crescimento maior. “Nossa estimativa é crível, mas pode ter um viés de alta. Se a demanda for muito maior, é importante lembrar que a reação dos fabricantes demora entre 120 a 140 dias”.

Miranda avaliou ainda que o cenário do próximo ano pode ser desafiador, devido a conjuntura econômica incerta, a desaceleração da economia mundial (PIB Global estimado de 2,7%), a alta dos juros e um espaço menor de investimentos para infraestrutura no orçamento público.

“O menor o crescimento mundial afeta o crescimento do Brasil, sendo um ano de ajuste e combate à inflação. Mas a boa notícia é que entre 2024 e 2027, a previsão é que o PIB volte a ter uma média de crescimento de 3,2%”, reiterou o economista Luís Artur Nogueira, durante o evento virtual da Sobratema, realizado no dia 1º de dezembro. Em relação ao Brasil, a expectativa é de uma elevação de 1% do PIB em 2023, menor do que a expectativa de 2022, na ordem de 2,8%, com crecimento médio de 2024 a 2027 de cerca de 2%. Para Nogueira, o país cresce menos que o mundo por questões políticas, como insegurança jurídica, dificuldades institucionais e ingerência entre os três poderes.

Sobre a política econômica do governo eleito, ele espera que se tenha responsabilidade fiscal, respeitando o teto de gastos públicos, que os bancos públicos sejam protagonistas na oferta de crédito, sem ampliar o endividamento da população, que uma possível mudança na política de preços da Petrobras mantenha o caixa e  gere alívio aos motoristas, e que seja respeitada a autonomia do Banco Central.

Na avaliação de Nogueira, deve haver uma ampliação do comércio exterior, devido ao melhor relacionamento do governo eleito com diversos países, como Estados Unidos. Além disso, espera que o novo governo impulsione o consumo, trabalhe para o ressurgimento da nova classe média, retome o financiamento estudantil, resgate o investimento público, avance nas grandes obras da infraestrutura e retome programas de habitação social.

Recorde em 2022

Em 2022, o Estudo da Sobratema prevê o recorde de 39,9 mil máquinas da linha amarela (movimentação de terra) comercializadas, o que representa um crescimento diante de 2021, quando foram vendidas 33,1 mil máquinas. Essa quantidade supera em 19,6% o melhor ano obtido pelo segmento, em 2013, quando mais de 33,4 mil equipamentos foram comercializados.

“Essa quantidade foi alcançada devido a uma série de fatores, como a ampliação do setor agrícola, do segmento da mineração, maior mecanização das atividades econômicas e as concessões de infraestrutura. Estamos em um patamar de produção de equipamentos fantástico e nosso futuro é de alta, mas precisamos continuar a monitorar o mercado para seguir nessa tendência”, explicou Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema.

Miranda contou ao público Tendências no Mercado da Construção, formado por mais de 1800 profissionais do setor, que a frota das construtoras cresceu 66% em 2022 e 23% foi a média da frota parada, um índice próximo ao máximo ideal que é de 20%.

Segundo Marluz Cariani, head Comecial de Equipamentos pesados da Unidas, a frota da companhia cresceu em cerca de 30%, lembrando que no início do ano faltaram equipamentos da linha amarela de pronta entrega. Nesse sentido, o setor de locação representou 26% das vendas em 2022, o que significou uma queda em 3% diante dos 29% alcançados em 2021. Contudo, Daniel explicou que o volume de máquinas foi maior do que o ano passado.

Cariani, ponderou que a locação representa mais de 20% do volume produzido pelas montadoras quando se trata dos setores florestal e sucroalcooleiro. No passado, a representatividade era menor, entre 10% a 12%, o que demonstra o crescimento expressivo. “Quando tiramos esses dois setores, a locação representa entre 5% e 6% no agronegócio, o que mostra o potencial de crescimento do rental”, disse. “Hoje, os empresários estão entendendo a necessidade de se ter um parceiro para seus negócios, a fim de investir seus recursos para aumentar a produção”, acrescentou.

Na avaliação de Miranda, o mercado de locação brasileiro está alinhado a mercados mais maduros, como o americano. Ele falou também sobre a taxa de juros, que estava em último lugar na preocupação do setor e passou para segundo colocado em 2022. “A taxa de juros baixa é motor para investimento e a expectativa é que no final de 2023 o percentual caia para 11%, segundo estimativas de bancos privados e do Banco Central”.

De acordo com Afonso Mamede, presidente da Sobratema, os patamares mais altos de juros e preços trouxeram novos desafios, que foram a manutenção da rentabilidade, uma vez que houve dificuldades para repassar o custo ao cliente final, e a qualificação e escassez de mão de obra. “A mecanização elevou a produtividade, por outro lado trouxe a questão de qualificar os profissionais para operar os equipamentos”.

Diante desse cenário, a Sobratema anunciou que irá isentar a anuidade associativa das empresas usuárias de equipamentos e fará o lançamento de um marketplace, o Sobratema Shopping, uma ferramenta online, onde o mercado encontará oportunidades para suprir suas necessidades de vendas e compras de equipamentos, peças, insumos e serviços. “Será o local ideal para solucionar cada caso específico”, finalizou Mamede.

Outros pontos tratados no debate do Tendências no Mercado da Construção foram o preço dos equipamentos, que deve se estabilizar no primeiro trimestre de 2023, e da pulverização do mercado, com a conquista de novos clientes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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