Como escolher o valor de investimento para uma franquia?

Como escolher o valor de investimento para uma franquia?

Existem diferentes aspectos que são necessários observar ao adquirir uma franquia, desde o setor de atuação, até a marca a qual se associar, se já é uma marca conhecida ou não e, principalmente, o valor de investimento.

O financeiro é muito importante, uma vez que existem centenas de franquias disponíveis no mercado, com valores de R$ 3 mil até R$ 5 milhões, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Com essa quantidade de opções disponíveis, muitas pessoas podem ter dúvida em conseguir filtrar as melhores opções, com base primeiramente no capital disponível para o investimento.

Vamos supor que, se uma pessoa tem R$ 50 mil, não necessariamente é aconselhável gastar todo o dinheiro. É sempre bom deixar uma sobra contando com o período de maturação do negócio. Este período pode ser de quatro a seis meses, mais ou menos, e corresponde ao tempo que o franqueado começa a aprender na prática sobre o negócio, a região em que está inserido e qual seu público-alvo”, explica Eduardo Santinoni (foto), sócio fundador da Y Consultoria e especialista em implantação OKR e desenvolvimento, aprimoramento e formatação de franquias.

Para o especialista, não há um número mágico para fazer essa conta, mas aconselha que o franqueador pense em seus gastos por até seis meses, sem passar aperto e sem prejudicar o crescimento da unidade. “Tudo depende do valor que o investidor tem disponível. Há uma diferença em ter R$ 500 mil e R$ 50 mil. Quanto maior o valor disponível, é possível pensar em uma franquia que corresponde a 70% a 80% do capital. Já quando pensamos em uma franquia mais barata, como a de R$ 50 mil, o ideal é buscar uma marca de R$ 25 mil a R$ 30mil”, completa Eduardo.

Outro ponto importante é, caso o investidor não tenha experiência em gerir financeiramente um negócio, procurar franquias mais estruturadas, que poderão dar suporte direto e constante para o franqueado, desde o começo até o amadurecimento da gerência e do negócio.

Pode parecer conservador, e de fato é, mas é necessário que o franqueado tenha essa reserva até que o negócio comece a dar lucro. Conseguir passar por esse período de maturação com tranquilidade é essencial para conseguir resultados sem prejudicar a tomada de decisão”, finaliza o especialista.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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