Contratações temporárias devem aumentar 8% no 1º trimestre de 2023

Contratações temporárias devem aumentar 8% no 1º trimestre de 2023

O ano de 2023 tem tudo para ser positivo para as contratações temporárias no Brasil. É o que afirma a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem). De acordo com o presidente da associação, Marcos de Abreu, as empresas brasileiras entenderam a garantia jurídica e contratação rápida da modalidade e estão se apoiando nela para atender suas demandas.

“O conhecimento jurídico do Trabalho Temporário está permitindo o aumento desta modalidade de gestão de mão de obra a cada ano. Isso nos faz crer, em condições normais, em uma expectativa positiva para o ano de 2023”, sinaliza.

Prova disso é que a Asserttem estima um aumento de 8% nas contratações temporárias no 1º trimestre do ano (janeiro a março), em comparação com o mesmo período de 2022.

“Entre janeiro e março do ano passado tivemos mais de 774 mil vagas temporárias. Agora, para o mesmo período de 2023, estima-se que esse número ultrapasse as 830 mil vagas. Mas, é claro que isso em condições normais, já que um novo governo se inicia. Ou seja, se não tivermos nenhuma alteração na legislação ou fatos que impactem fortemente a economia nacional”, explica Abreu.

Setores

No 1º trimestre do ano, as contratações serão impulsionadas por todos os setores da economia, com predominância da Indústria (65%), seguido por Serviços (25%) e Comércio (10%).

“Podemos destacar a abertura de vagas no Agronegócio; na Indústria de Alimentos, com destaque para o segmento de carnes, como frigoríferos, abatedouros e embutidos; Indústria de Chocolate, com a aproximação da Páscoa; Indústria Farmacêutica; Indústria de Óleo e Gás, em função de novos operadores no mercado brasileiro”, cita.

Já as contratações no setor de Serviços serão puxadas pelo período de férias e proximidade do Carnaval, com destaque para os hotéis, empresas aéreas, restaurantes, além do segmento de TI e Logística.

“Neste momento, as empresas estão colocando o pé no acelerador novamente, após desacelerarem no último trimestre de 2022 por causa das eleições”, afirma.

Consolidado de 2022

O ano de 2022 gerou 2.403.560 vagas temporárias em todo o Brasil. O resultado é 0,49% menor do que o de 2021, quando foram geradas 2.415.419 vagas.

“Apesar da retração em relação ao ano anterior, o resultado de 2022 foi excelente. O cenário incerto das eleições presidenciais provocou o adiamento das contratações no último trimestre de 2022. Por isso, os resultados não alcançaram as projeções da associação. Porém, este adiamento vai impactar de forma positiva neste início de 2023”, garante Abreu. “Teremos inúmeras oportunidades, basta o trabalhador estar atento”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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