Aplicativos de finanças são alvos de cibercriminosos e perdem bilhões de dólares em campanhas de marketing digital

Aplicativos de finanças são alvos de cibercriminosos e perdem bilhões de dólares em campanhas de marketing digital

Fraude nos anúncios digitais pode custar US$ 100 bilhões em 2023

A digitalização dos meios de pagamento, combinada com a popularização dos neobanks e o lançamento do real digital são pontos importantes e que mostram que as soluções online para o mercado financeiro são verdadeiras tendências. Superaquecido, principalmente quando se fala em mobile, o setor enfrenta um grande desafio: driblar a ação de cibercriminosos, que usam métodos sofisticados para desperdiçar o investimento de anunciantes em campanhas de aquisição de usuário para app Em 2023, o custo da atividade fraudulenta deve chegar a  US$ 100 bilhões, de  acordo com a Juniper Research.

Os aplicativos de finanças estão entre os mais baixados nos celulares, com quase seis bilhões de usuários no mundo todo. E o Brasil se destaca:  esteve entre os três países que mais baixaram esse tipo de app. Segundo o State of Mobile 2022, estudo da data.ai, em 2021, foram feitos mais de 693 milhões de downloads, o que representa um crescimento de 91% em relação aos dois anos anteriores.

No primeiro semestre de 2022, o aumento de instalações de aplicativos de finanças foi de 50%. E mais: conforme relatório do Boston Consulting Group divulgado em novembro, espera-se um aumento no investimento em marketing digital na ordem de 18% nos próximos cinco anos, por parte de instituições financeiras da América Latina. O setor será o terceiro que mais investe, com cerca de US$ 700 milhões por ano.

“De olho nesse crescimento, estratégias de mobile marketing são poderosas ferramentas para gerar tráfego e atingir usuários interessados em baixar apps. Mas, isso traz também mais possibilidades para que cibercriminosos usem métodos de fraude em anúncios cada vez mais sofisticados para obter vantagens”, alertou Eduardo Carneiro, VP Latam da TrafficGuard, startup australiana que atua globalmente no combate de tráfego inválido em anúncios digitais.

Bot-driven installs e app install farms, por exemplo, são “fazendas de dispositivos” que clicam em anúncios, fazem download do app no dispositivo e os abrem automaticamente para acionar eventos de instalação. Click spamming e click injection são tipos de fraude de atribuição, em que fraudadores criam cliques falsos que são creditados a usuários legítimos quando acessam o app.

Esses métodos geram resultados poluídos e incorretos de engajamento e atribuição a anunciantes, uma vez que as instalações do app não são legítimas. “Sem uma compreensão de quais canais e parceiros estão, de fato, gerando mais cliques e downloads para usuários qualificados, os anunciantes são incapazes de otimizar o budget de forma eficaz e acabam investindo – e reinvestindo – em canais de mídia “ruins” que geram engajamentos baseados em fraude e tráfego inválido”, alertou o executivo.

O resultado disso é uma perda financeira para o anunciante que direciona boa parte do seu budget de mídia para fraudadores e usuários falsos. Cliques, impressões e conversões inválidas podem levar a enormes prejuízos. “Trago um exemplo de um banco digital internacional, cliente da TrafficGuard, em que foi identificado 20% de tráfego inválido vindos de anúncios de promoção de app. Com o uso de tecnologia para identificar o problema em tempo real, foi possível otimizar US$ 100 mil por mês, garantindo que esse investimento fosse direcionado para usuários reais com maior chance de conversão”, completou Eduardo.

 

Com tanta concorrência no mercado de app, as empresas estão cada vez mais dispostas a aumentar os pontos de contato com a audiência online para ganhar notoriedade. E para garantir que o investimento tenha o retorno esperado, é essencial que o planejamento de marketing conte com a contratação de tecnologia avançada, capaz identificar o tráfego inválido na sua origem, tendo visibilidade de quais canais estão gerando fraude, com análises precisas e proteção em tempo real. Atuando de forma preventiva, é mais garantido ter atribuições corretas, instalações feitas por usuários reais, com engajamento e conversão efetiva para sucesso dos negócios.

 

Os anunciantes podem testar a solução antifraude da TrafficGuard, que oferece um trial gratuito de 14 dias. Durante o período, é possível ter acesso a dados como: % de tráfego inválido encontrado nas campanhas; qual fatia do budget está sendo consumida por fraude; quais canais/parceiros estão gerando tráfego ruim e muito mais insights.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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