Pagamento por recorrência pode diminuir inadimplência e ajudar clientes a não ficarem com nome sujo em 2023

Pagamento por recorrência pode diminuir inadimplência e ajudar clientes a não ficarem com nome sujo em 2023

Mais de 70,09 milhões de brasileiros estavam com o nome restrito no início do ano, segundo um levantamento realizado pelo Serasa. Em relação ao varejo, os dados impactam diretamente no sucesso de vendas dos negócios, pois quanto maior o número de pessoas endividadas, menor é o crédito disponível, maior é o aperto do orçamento e, consequentemente, menores são as chances de compra.

Considerando essas informações, os negócios que não desejam perder algumas vendas, precisam investir em soluções inovadoras que atendam todos os públicos, ajudando os clientes com o orçamento mais apertado a conseguirem adquirir os produtos de que precisam. Uma dessas soluções poder ser o pagamento por recorrência, modalidade de parcelamento que não compromete o limite do cartão de crédito do consumidor nos meses à frente, nem exige que ele tenha o valor total do produto ou serviço disponível em crédito. É a mesma ferramenta utilizada por serviços de streaming e assinaturas online, como Netflix e Spotify, que pode agora ser aplicada em todos os segmentos.

“Aos poucos, o mercado está se normalizando dentro da realidade econômica do pós-pandemia. Após muitos brasileiros passarem por desemprego, corte de custos, replanejamento financeiro, entre outras situações, é preciso que os negócios entendam cada vez as necessidades de cada um”, explica Marcus Linhares, CEO da fintech Bipp, plataforma que oferece serviços de pagamento digitais para pequenas e médias empresas.

Nessa modalidade, as parcelas são lançadas mês a mês, permitindo que pagamentos recorrentes e compras de valor alto sejam realizados dentro da realidade do consumidor, com garantia para o vendedor ou prestador de serviços, e com menos risco de inadimplência. No entanto, muitos empreendedores de pequenos e médios negócios ainda não sabem dessa tecnologia ou não conhecem suas vantagens. Pensando nisso, Linhares apontou alguns motivos para investir na solução. Confira:

Experiência do cliente

A primeira vantagem é a transparência no relacionamento com o cliente. No momento de adquirir o produto ou o serviço, através do pagamento por recorrência, ele já consegue ver todos os valores cobrados mensalmente. “Essa transparência ajuda na gestão financeira das pessoas, para que elas possam se planejar e assim escolher a melhor opção, sem correr o risco de negativar o nome por falta de pagamento e sem deixar de pagar pelo produto ou serviço”, completa Marcus Linhares.

Facilidade na cobrança

O pagamento por recorrência possui a vantagem de efetuar a cobrança mensal automaticamente. Isso é ótimo pois evita que os negócios fiquem sem receber e previne eventuais desgastes com clientes. “Pode parecer besteira, mas, com o dia a dia cada vez mais corrido entre situações e tarefas diárias, o risco de esquecer o pagamento de algum produto ou serviço por falta de atenção é alto, podendo levar qualquer um à lista de inadimplentes. Por isso, a cobrança automática pode servir como lembrete”, explica o especialista.

Controle financeiro da empresa

Ao oferecer o pagamento por recorrência no cartão de crédito, os negócios podem fazer uma integração com todas as bandeiras de cartão, bancos e marketplaces, para visualizar e acompanhar as vendas. É possível acompanhar o ticket médio, as assinaturas adequadas e monitorar o nível de inadimplência dos usuários. Isso facilita a análise de dados para, no futuro, oferecer a melhor opção para seus clientes. “É uma segurança para que as PMEs não sofram golpes e baixas no fluxo de caixa”, afirma o CEO da Bipp.

Nova chance para o cliente

Com o avanço dessa solução, plataformas digitais estão investindo neste método de pagamento cada vez mais, ajudando os ex-inadimplentes a ficar longe da lista do Serasa. “O Bipp, por exemplo, através de uma tecnologia própria, oferece às PMEs do interior do Brasil a possibilidade de inserir o pagamento por recorrência em seus negócios. Assim, os clientes podem comprar determinado produto ou serviço pagando por recorrência, sem comprometer o limite total do cartão. Isso é importante para muitas pessoas que limparam o nome recentemente, um incentivo para não ficar restrito de novo”, finaliza Marcus.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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