Quais os melhores investimentos para o segundo trimestre?

Patamar de dois dígitos da taxa básica de juros torna a renda fixa mais atraente
Diante do cenário macroeconômico no Brasil e em tempos em que a Taxa Selic passa dos dois dígitos, será que investir no mercado nacional ainda é uma boa opção? Na avaliação do educador financeiro e especialista em investimentos Eric Zapparoli, ao combinar boas estratégias é possível investir em renda fixa com indexadores pós-fixados que acompanham a Selic ou CDI ou até mesmo as opções com vencimento a longo prazo como, por exemplo, Tesouro IPCA. Fato é que os próximos meses poderão ser uma oportunidade aos investidores que estão de olho no mercado.
Na avaliação do especialista, em momentos de inflação elevada e com juros altos, os títulos podem ser valorizados caso o cenário mude e a taxa real dos títulos caia.
“O patamar de dois dígitos da taxa básica de juros torna a renda fixa muito atraente. Além de renda pós-fixada, o Tesouro Prefixado de curto prazo pode ser uma alternativa, já que com uma eventual queda de juros, o título poderá se valorizar e o investidor venderá com lucro no mercado secundário. Ainda se mantendo no âmbito da renda fixa, com a taxa de juros elevada no exterior, é interessante procurar também renda fixa em dólar, uma vez que protegemos nosso capital em uma moeda forte, por exemplo”, avalia Zapparoli, que também é criador do canal Investidor Dazarabia no Youtube e Instagram.
Bolsa de Valores
O educador financeiro acrescenta ainda que a Bolsa de Valores é um lugar para expectativas, ou seja, na maioria das vezes as ações se valorizam pela possibilidade de eventos futuros positivos ocorrerem. Contudo, Zapparoli alerta que antes de qualquer movimentação, é preciso avaliar detalhadamente cada empresa e que nem sempre as melhores opções são aquelas que estão em alta.
“O mercado financeiro é cíclico e haverá momentos em que alguns investimentos estarão em alta, enquanto outros estarão em baixa. Por isso, é muito difícil, para um investidor pessoa física, acertar o ‘timimg’ para ter sempre os melhores resultados. Por isso, recomendo fazer uma boa análise do mercado antes de começar a investir”, orienta o especialista.
Investimentos a longo prazo
Pensando em investimentos à longo prazo, Eric Zapparoli recomenda que o investidor deve se perguntar qual o seu objetivo com o investimento, além de avaliar o horizonte em que busca o retorno. “Se estiver disposto a investir pensando em usufruir dos retornos em 15 ou 20 anos, por exemplo, poderá se expor a ativos mais arriscados, como ações na Bolsa de Valores ou criptoativos”, disse o educador financeiro.
Quando as escolhas estão atreladas à aposentadoria, por exemplo, a recomendação é priorizar ativos mais seguros e que possam gerar renda complementar, como renda fixa e fundos imobiliários. “O investidor que pensa na aposentadoria deveria sempre escolher projetos que sejam sólidos e lucrativos no mercado. Setores de Energia Elétrica ou Financeiro, por exemplo, são excelentes para quem busca empresas sólidas e que possuem uma previsibilidade nos lucros”, recomenda Zapparoli.
Reserva de Emergência
Antes de investir, o educador financeiro pondera que é preciso ter uma reserva de emergência consolidada. “A partir de R$ 1 é possível começar a investir em renda variável e a partir de R$ 30, em renda fixa. Contudo, aconselho o investidor a começar somente após ter uma reserva de emergência de preferência em renda fixa com resgate imediato e não ter dívidas ruins, como por exemplo, cheque especial, fatura de cartão de crédito ou financiamentos em atraso”, finaliza Eric Zapparoli.








