57% dos colaboradores estão dispostos a buscar um novo emprego caso a empresa opte pelo retorno 100% presencial

57% dos colaboradores estão dispostos a buscar um novo emprego caso a empresa opte pelo retorno 100% presencial

 Nas salas de entrevista, o primeiro questionamento feito pelos candidatos frequentemente está relacionado à modalidade de trabalho e boa parte deixa de participar de processos caso a empresa não ofereça algum nível de flexibilidade, seja em uma modalidade remota ou híbrida. Essa é uma percepção dos headhunters da Robert Half, respaldada pelos dados da última edição do Índice de Confiança Robert Half (ICRH). Segundo o levantamento, 57% dos profissionais empregados estão dispostos a procurar um novo trabalho caso a empresa opte pelo retorno 100% presencial.

A 23ª edição do ICRH apresenta mais dados sobre a temática:

  • O modelo híbrido será adotado por 59% das empresas entrevistadas. Já 30% optaram pelo modelo 100% presencial e apenas 6% pelo home office integral. Os 5% restantes ainda não têm uma política definida;
  • Do lado dos profissionais empregados, 74% dos profissionais desejam trabalhar em um modelo híbrido ao longo do ano. Entre eles, 41% gostariam de contar com flexibilidade para decidir a quantidade de dias no escritório, enquanto 33% preferem contar com a distribuição predefinida de dias remotos e presenciais;
  • Entre as empresas que optaram pelo modelo híbrido, 63% planejam de 2 a 3 idas por semana ao escritório. Para 24%, o planejamento ficará a cargo do gestor e do funcionário;
  • Na percepção de 56% dos recrutadores entrevistados, a opção pelo retorno 100% presencial não dificulta a atração e retenção de talentos. Por outro lado, 36% acreditam que a medida influencia negativamente, tanto pelo ponto de vista da atração quanto de retenção. 8% não souberam opinar;
  • Entretanto, 57% dos colaboradores indicaram que estariam dispostos a buscar um novo emprego caso a empresa não oferecesse uma modalidade de trabalho, ao menos, parcialmente remota. Entre esses, 33% consideram a escolha relevante, mas não decisiva, então permanecer na empresa seria uma opção. Já 24% avaliam o ponto como determinante, portanto seguir na empresa não entraria em cogitação;
  • Por mais que 78% dos profissionais em busca por recolocação tenham indicado que gostariam de trabalhar em um modelo híbrido, apenas 16% deixariam de aceitar uma proposta por conta disso;
  • Mesmo em um período ainda relativamente incerto, as taxas de desemprego seguem baixas, especialmente quando olhamos para o mercado de profissionais qualificados (a partir dos 25 anos com ensino superior completo), no qual o nível de desocupação no último período avaliado pela PNAD foi de apenas 3,8%.

O contexto reserva desafios às empresas que, sem justificativa, optarem pelo retorno 100% presencial das atividades. Fica cada vez mais evidente que a dificuldade de adaptação às transformações do mercado proporcionará obstáculos na contratação de bons talentos, além de dificuldade na retenção de profissionais-chave. Em contrapartida, é preciso ter em mente que a natureza de alguns segmentos, áreas e profissões exige a presença física do profissional para o sucesso do negócio.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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